Petróleo continua a preocupar o mercado

O mercado financeiro passou a manhã atento ao cenário internacional, principalmente ao preço do petróleo, que caiu nos contratos com vencimento para julho. No início da manhã estava em US$ 31,85. A última cotação apurada pelo Broadcast - serviço de notícias em tempo real da Agência Estado - estava em US$ 31,10. De acordo com a reportagem da editora Lucinda Pinto, o petróleo continua sendo a grande preocupação do mercado. Na última vez em que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic, o petróleo também era um dos principais entraves. Mas o Copom acabou valendo-se do viés de baixa e reduzindo a taxa, antes mesmo que a Opep divulgasse sua decisão sobre a produção do petróleo, baseado na queda de preços no mercado internacional.O dólar começou o dia cotado em R$ 1,8070 e, há pouco, era vendido por R$ 1,8050. Há pouco, o swap prefixado de um ano estava pagando juros de 19,60% ao ano para uma base de 252 dias úteis. No início da manhã, título com a mesma base de comparação, estava no mesmo patamar. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em alta de 0,04%, registrava 1,17% no final da manhã. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas do setor de tecnologia - estava em alta de 1,19% e o Dow Jones - índice que mede a valorização das ações das empresas mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - operava em alta de 0,68%. Banco Central divulga dados da dívida pública A novidade da manhã no mercado interno foi a divulgação dos dados da dívida mobiliária federal, pelo Departamento Econômico do Banco Central. Em maio, o valor foi de R$ 498,339 bilhões, registrando aumento de 4,3% em relação a abril. O valor corresponde a 43,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Tambéma meta com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a balança comercial foi revisada (veja mais informações na seqüência).O perfil da dívida mostra que a participação de títulos públicos pós-fixados (dívida pública mobiliária atrelados à taxa over Selic) aumentou em maio de 54,2%, para 55,2%. Em contrapartida, a participação dos papéis prefixados caiu de 13,6% para 12,9%. Apesar de contrário à estratégia do BC de reduzir os pós-fixados, o perfil da dívida é resultado de uma decisão do Tesouro de não leiloar papéis prefixados, em função das altas taxas de juros que os investidores vinham pedindo nesses títulos.Na semana passada, depois de cinco semanas sem ofertar prefixados ao mercado, o Tesouro vendeu um milhão de papéis prefixados de seis meses por 19,35% ao ano. No leilão anterior, o mercado pediu juros de 19,84% ao ano. Na próxima terça-feira, o Tesouro volta a oferecer novo lote de títulos prefixados. O vencimento do papel continua em seis meses, e não um ano, como o Tesouro chegou a cogitar. Os títulos atrelados à variação do câmbio passaram a ter uma participação de 21%; os corrigidos pela TR, 5,3% da dívida; enquanto os papéis atrelados ao IGP-DI, 4,3% do total do dívida.Em relação ao prazo, a dívida em títulos do Banco Central e do Tesouro Nacional fechou o mês passado com um prazo médio de 12,6 meses. Em 17 de abril deste ano, o prazo médio era de 10,69 meses. Os títulos do Tesouro Nacional tinham no fechamento de maio um prazo médio de 11,98 meses, enquanto que os do BancoCentral possuíam um prazo médio de 15 meses.

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