Petróleo continua batendo recorde de alta

A informação de que o alerta contra ataques terroristas nos Estados Unidos era baseado em dados antigos não inibiu um novo recorde de alta do petróleo nesta terça-feira. O temor de que a produção possa estar crescendo menos que a demanda foi predominante nos negócios. Os contratos para setembro em Nova York fecharam em US$ 44,15 o barril, em alta de US$ 0,33 (+0,75%). Em Londres, os contratos para setembro terminaram em US$ 40,64 o barril, em alta de US$ 0,67 (+1,68%).O diretor-executivo do Morgan Stanley em Nova York, Boris Shrayer, disse que a oferta do petróleo está reduzida em todo o mundo, o que significa que é difícil prever exatamente o quanto os preços dos futuros vão subir antes de se estabilizarem ou caírem. Para o analista Peter Beutel, da Cameron Hanover, os preços podem acabar subindo tanto a ponto de prejudicar o crescimento econômico, reduzindo assim a demanda por parte dos países consumidores. "Eu vejo a economia e os preços do petróleo como se estivessem em uma corrida. Uma economia mais forte está empurrando os preços do cru, mas esses preços mais elevados podem prejudicar o crescimento."

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