Petróleo continua batendo recorde e vai a US$ 46,58

A lista de motivos para se preocupar com o oferta do petróleo no mercado mundial ficou ainda mais longa nesta sexta-feira e os contratos futuros fecharam novamente em preço recorde em Nova York (US$ 46,58 o barril para setembro, alta de 2,37%) e Londres (US$ 43,88, +3,76%).O fato novo de hoje foi uma explosão na terceira maior refinaria dos Estados Unidos, a Whiting, da BP PLC, em Indiana. A explosão destruiu uma das quatro unidades de produção de gasolina da refinaria, obrigando o grupo a comprar combustível no mercado aberto para cumprir com as obrigações com os clientes. "Mesmo sem esse incêndio na BP, o mercado estava posicionado para subir por causa de preocupações com a oferta internacional", disse o analista Phil Flynn, da corretora Alaron Trading, em Chicago. Os investidores também continuam preocupados com a perda potencial do fornecimento do Iraque, que exporta 1,7 milhão de barris por dia, ou cerca de 2% do consumo mundial. As forças militares norte-americanas suspenderam uma grande ofensiva contra a cidade sagrada de Najaf depois que autoridades iraquianas propuseram negociar. Também sustenta o preço o receio de que o plebiscito que irá ocorrer neste domingo na Venezuela, para decidir sobre a permanência de Hugo Chávez no presidência, possa desestabilizar o país.Embora a Venezuela, o Iraque e a explosão sejam fontes de preocupação, na realidade os preços recordes do petróleo devem-se a temores de desabastecimento. "A história é a mesma", disse Kyle Cooper, analista do Citigroup, em Houston.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.