Petróleo continua em alta

Os preços do petróleo continuam a subir, apesar do aumento de produção para 708 mil barris/dia determinado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Os analistas acham que a medida não irá diminuir a cotação internacional do óleo, pelo menos no curto prazo. A persistência da tendência de alta do petróleo motivou uma advertência do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Segundo ele, se os preços seguirem no nível atual, poderão converter-se em um sério problema para a economia norte-americana.No início da chamada "driving season" - as férias de verão dos EUA, quando tradicionalmente ocorre um pico no consumo de gasolina -, os preços do combustível têm atingido níveis muito altos, enquanto os estoques estão em declínio. Clinton considera "aceitável" que as cotações oscilem entre US$ 25 e US$ 30 o barril. Analistas consideram o aumento irrelevante De acordo com analistas do mercado internacional, o aumento da produção não terá o efeito desejado para os preços no mercado externo. Com isso, o preço do barril não deve cair para US$ 25 o barril, conforme os ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) diziam ser a meta do encontro de cúpula.Eles consideram que o novo teto representa um incremento real da oferta de apenas 350 mil barris/dia, e lembram que os países membros do cartel já vinham ultrapassando as cotas de produção, determinadas na reunião de março. De acordo com o analista da Salomon Smith Barney, Kyle Cooper, seriam necessários pelo menos mais 300 mil barris/dia - além dos 708 mil anunciados para baixar os preços. Opep poderá rever a oferta Já a Opep, afirma que fará o possível para manter a meta de preços de US$ 25 por barril. Ali Al-Naimi, ministro do Petróleo da Arábia Saudita, ressaltou, porém, que o aumento atual dos preços foi provocado por um mercado limitado de derivados de petróleo e não pela demanda pelo óleo bruto.A Opep tem chamado a atenção para a alta incidência de impostos sobre a gasolina em vários países. Isso chega a triplicar o preço do derivado, como causa principal da alta recente das cotações. Se os preços continuarem altos por mais um mês, o cartel analisará a distribuição de mais petróleo no mercado.

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