Petróleo continuará elevado e mais volátil, diz Gabrielli

Apesar disso, presidente da Petrobras diz não esperar grande elevação ou queda nos preços em breve

Tatiana Freitas, da Agência Estado,

06 de maio de 2008 | 15h54

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta terça-feira, 6, que o preço do petróleo continuará "elevado e mais volátil". "Há oferta e demanda para preços elevados", disse. Contudo, na avaliação do executivo, não há motivos para o preço cair ou subir muito a partir de agora, dada a conjuntura internacional. "Não há razão para vermos queda ou grande alta dos preços", disse. Veja também: Petróleo mantém alta e atinge US$ 122 o barril em NYEspecial: Preço do petróleo em alta   No entanto, o executivo ressaltou que as negociações do óleo no mercado financeiro podem provocar volatilidade. "Os mercados financeiros estão atuando muito com essa commodity e há especulação a respeito do comportamento do preço no petróleo por parte dos investidores, o que pode provocar alta volatilidade", disse Gabrielli, que participa da Offshore Technology Conference, em Houston (EUA).  Opep Sobre o ingresso do Brasil na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Gabrielli afirmou que esta é uma decisão que cabe ao governo, não à companhia. "Nós não somos um país, somos uma empresa", afirmou o executivo ao ser questionado sobre a possibilidade da entrada do País na organização após as descobertas dos campos de Tupi e Pão de Açúcar.  As reservas do primeiro desses campos estão estimadas entre a 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente. O potencial do segundo bloco foi estimado pelo diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, como cinco vezes superior ao de Tupi, mas a estatal se recusa a confirmar esta informação antes da realização de mais testes na área. Em coletiva de imprensa, Gabrielli lembrou que, apesar do crescimento da produção e das exportações, o Brasil ainda não é um grande exportador de petróleo. No mês passado, a Petrobras atingiu o recorde de exportação de 532 mil barris por dia de petróleo, totalizando mais de 15 milhões de barris no mês. O número, no entanto, ainda é considerado pequeno comparado ao volume exportado pelos membros da Opep.

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