Nick Oxford/Reuters
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Petróleo recua 7% e fecha abaixo de US$ 100, de olho em recessão e relatório da Opep

Temor sobre uma recessão nos países ricos e piora da covid-19 na China foram alguns dos fatores que levaram à queda

Gabriel Caldeira , O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2022 | 17h07

O petróleo teve uma queda brusca nesta terça-feira, 12, entre 7% a 8%, e encerrou o dia abaixo de US$ 100 por barril tanto em Nova York quanto em Londres. Investidores estão atentos para a perspectiva de desaceleração da economia global, o que pode provocar recessão em algumas das principais economias do mundo. 

A manutenção das previsões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para a demanda e a piora da covid-19 na China também pesaram sobre a cotação. 

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto fechou em baixa de 7,93% (US$ 8,25), a US$ 95,84, e o do Brent para setembro despencou 7,11% (US$ 7,61), a US$ 99,49, na Intercontinental Exchange (ICE).

De acordo com o Commerzbank, investidores especulativos têm reduzido "consideravelmente" suas posições longas em petróleo cru recentemente, em resposta à deterioração da perspectiva para a demanda, diante dos temores de recessão econômica nos EUA e na zona do euro

Enquanto a economia americana enfrenta um agressivo aperto monetário, a europeia é fragilizada pelas interrupções em entregas de gás natural da Rússia, em retaliação às sanções adotadas por causa da invasão à Ucrânia.   

O banco alemão cita ainda o aumento das infecções por coronavírus na China como outro fator de baixa para o petróleo.

Mais cedo, a Opep divulgou seu relatório mensal, em que manteve sua previsão para o crescimento da demanda global e da oferta fora do grupo. 

Segundo a Capital Economics, a perspectiva do cartel antecipa um cenário de oferta pressionada, o que obrigará a Opep a adotar uma política de produção mais relaxada em breve.

"As previsões do grupo apontam para a necessidade de um aumento de quase 1 milhão de barris por dia na produção da Opep em 2023. Isso nos sugere que o cartel pode adotar uma política de produção de petróleo mais liberal a partir de setembro", afirma a consultoria em relatório.

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