Petróleo deve impedir queda dos juros

O nervosismo com a alta do preço do petróleo continua influenciando os negócios no mercado financeiro brasileiro. Há pouco, os contratos futuros do petróleo tipo Brent com vencimento em novembro eram negociados a US$ 35,90, com elevação de US$ 0,89 por barril. O Comitê de Política Monetária (Copom) divulga ainda hoje a reavaliação para a taxa básica de juros - Selic. A predominância das preocupações com o petróleo mantém a unanimidade nas apostas de manutenção da taxa em 16,5% ao ano, sem viés. Apesar do nervosismo, os analistas não vêem motivos para o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa de juros, porque a alta do petróleo, embora preocupante, ainda não é considerada uma ameaça séria às metas de inflação do governo, que projeta 6% para esse ano. Como está o mercado financeiro? A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 2,03%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,8580 na ponta de venda dos negócios - uma alta de 0,32% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,403% ao ano, frente a 17,350% ao ano registrados ontem no final do dia. As novidades que alimentaram a alta do petróleo vieram dos Estados Unidos. Foram divulgados dados que mostram queda dos estoques de petróleo e derivados no país e isso deu margem a novos aumentos no valor da produto. Com a instabilidade do cenário externo, as notícias positivas no mercado interno perderam força. Hoje, os investidores praticamente ignoraram o recuo da inflação. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou a segunda prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O resultado, 0,74%, ficou abaixo das estimativas do mercado, de 0,80% a 1%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.