Petróleo dispara após dossiê britânico sobre Iraque

Os contratos futuros do petróleo cru e brent atingiram novas máximas esta manhã, após o governo da Grã-Bretanha divulgar dossiê acusando o Iraque de ter planos de utilização de armas químicas e biológicas. O dossiê ampliou os temores de eventual ataque contra o Iraque, ao fortalecer os argumentos contra Saddam Hussein. A determinação de Israel para obter os suspeitos de terrorismo que considera estar dentro do complexo de Yasser Arafat e em eliminar militantes do Hamas que diz estar na Faixa de Gaza também causa preocupação entre os investidores. Esta manhã, o Conselho de Segurança das Nações Unidas divulgou uma resolução pedindo que Israel suspenda as ações contra o complexo de Yasser Arafat, ao mesmo tempo em que condenou os atentados terroristas. A resolução desagradou Israel, que a classificou injusta. Israel ficou desapontado ainda pelo fato de os EUA não terem utilizado seu poder de veto no Conselho durante a votação da resolução. O mercado aguarda também a divulgação, no fim do dia, da estimativa semanal sobre os estoques norte-americanos de petróleo do Instituto Americano de Petróleo. A previsão é anúncio de queda de cerca de 2,8 milhões de barris na semana passada. A expectativa de que o abastecimento de petróleo do Golfo do México seja interrompido por causa da tempestade Isidore também ajudou a puxar os preços para cima nesta manhã, especialmente do petróleo cru. O contrato do petróleo brent saltou até US$ 29,88 o barril nesta manhã, após o anúncio do dossiê britânico, maior nível desde 11 de setembro. O contrato do petróleo cru ultrapassou US$ 31,00 e chegou a US$ 31,30 o barril, maior nível em 19 meses. Às 7h50 (de Brasília), o contrato de novembro do brent subia US$ 0,45 (1,54%), para US$ 29,58 o barril. O cru de mesmo vencimento operava em US$ 31,16, alta de US$ 0,45 (1,47%) o barril.

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