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Petróleo e setor financeiro espalham nervosismo e Bovespa cai

Enquanto a Bovespa perdia mais de 2,5%, Dow Jones operava abaixo dos 12 mil pontos, menor nível desde março

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

20 de junho de 2008 | 15h40

A sexta-feira é marcada por um forte pessimismo no mercado acionário, com origem principalmente no avanço do petróleo no cenário internacional. Mas as notícias ruins que não cessam no setor financeiro norte-americano também ajudam, com as seguradoras de bônus MBIA e Ambac e também a Washington Mutual no centro das preocupações.   Às 15h31, o Ibovespa registrava queda de 2,54%, aos 64.889 pontos. No mesmo momento, o Dow Jones perdia 1,65% operando abaixo do patamar simbólico dos 12 mil pontos, no menor nível desde 17 de março. O Nasdaq tinha desvalorização de 2,38%, no mesmo horário. Na Europa, o principal índice de ações fechou em baixa de 1,63%, atingindo o menor nível desde 17 de março.   Os preços do petróleo sobem com notícias sobre a simulação de um ataque israelense ao Irã e incertezas em relação ao impacto que o encontro entre nações produtoras e consumidoras da commodity, marcado para domingo na cidade saudita de Jeddah, terá sobre os preços.   Também pesa sobre o setor a notícia de força maior nas exportações da Royal Dutch Shell a partir do campo de petróleo de Bonga, na Nigéria (a medida dá à companhia proteção legal caso ela não consiga cumprir obrigações contratuais). No pano de fundo, segue no foco a preocupação com a saúde do setor financeiro, com várias notícias apontando perspectivas de mais perdas na indústria. No final da manhã, o petróleo na Nymex subia 3,05%, a US$ 135,95 o barril.   Seguradoras   Com complemento ao mau humor do petróleo, o setor financeiro repete o comportamento visto ao longo dos últimos meses de derrubar os mercados financeiros com notícias ruins. As seguradoras MBIA e a Ambac tiveram seus ratings de crédito reduzidos pela Moody's Investors Service, o que pode levar mais pressão nas dívidas dos balanços de bancos e corretoras como Merrill Lynch e Citigroup, afirmam analistas. As ações da Ambac caíam 1,53% e as da MBIA recuavam 9,61% no fim da manhã.   Por causa da redução do rating destas companhias, o custo de proteção contra default na dívida das grandes corretoras de Wall Street está maior. Já a Washington Mutual informou ontem à noite que irá cortar mais 1.200 empregos, principalmente na Califórnia e na Flórida, dois crescentes mercados imobiliários que foram atingidos duramente pela crise de hipotecas.   Com o clima azedo no mercado externo, a Bovespa não teve escolha senão acompanhar. Petrobras não repete o comportamento de alta da véspera e, volátil, iniciou a tarde em queda, embora bem mais contida do que a de sexta.   Vale PNA, outra ação com importante peso na carteira teórica, perdia 2,55%, a R$ 47,46. Na quinta-feira, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, admitiu que a pressão nos custos já encareceu o plano de investimentos da mineradora programado até 2012. O cronograma inicial previa recursos de US$ 59 bilhões, mas a inflação nos custos pode elevar o programa de investimentos para a casa dos US$ 63 bilhões.

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