Petróleo em Londres fecha na maior alta em 11 meses por Irã

Irã estaria produzindo centrífugas para refinamento doméstico de urânio

Matthew Robinson, da Reuters

10 de julho de 2007 | 17h47

Os preços do petróleo fecharam na maior alta em 11 meses nesta terça-feira, acima de US$ 76 o barril em Londres, e se aproximaram de um novo recorde nesta terça-feira, 10, com o aumento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos. O contrato agosto do petróleo tipo Brent, negociado em Londres, teve alta de US$ 0,62, a US$ 76,40 por barril, depois de atingir US$ 76,63 o barril na máxima, maior cotação desde 10 de agosto, e se aproximando mais do recorde de US$ 78,65 o barril. Nos Estados Unidos, o contrato com entrega para agosto subiu US$ 0,62 e fechou cotado a US$ 72,81 por barril, com as tensões geopolíticas gerando temores em torno do abastecimento. Um jornal iraniano citou um alto conselheiro do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, dizendo que o Irã estava produzindo centrífugas para refinamento doméstico de urânio, limitando o impacto das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os EUA, que acreditam que Teerã tenta construir um bomba nuclear, estão enviando um porta-aviões para a região do golfo pérsico, para substituir um dos dois já ativos lá. "É a história do Irã - de que o país está produzindo centrífugas para o refino de urânio - que virou o mercado do petróleo", disse Nauman Barakat, vice-presidente sênior da Macquarie Futures USA, sobre a alta da commodity. Entretanto, alguns investidores e analistas disseram que o que dirigiu o mercado foi uma onda de investimento especulativo. Olivier Jakob, analista da Petromatrix, notou que o contínuo aumento nos preços e no número de contratos que não foram fechados apontaram para mais dinheiro sendo investido no petróleo recentemente. Analistas do Citigroup calcularam que o fluxo foi responsável por mais de 10 dólares do aumento dos preços desde o começo do ano, quando o Brent estava abaixo de 60 dólares.

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