Petróleo em NY tem nova marca histórica, a US$ 118,05

Salto na demanda da China e preocupações sobre a oferta na Rússia e na Nigéria impulsionam alta do barril

Reuters e Agência Estado

22 de abril de 2008 | 07h48

O preço do petróleo negociado em Nova York atingiu novo recorde de alta nesta terça-feira, 22, impulsionado por um salto na demanda da China pela commodity no mês passado e preocupações sobre a oferta na Rússia e na Nigéria. O movimento também é reforçado pela fraqueza do dólar, que segue perdendo valor em relação ao euro. O contrato futuro para entrega em maio chegou ao pico histórico de US$ 118,05 o barril. Mais tarde, por volta das 7h30 (horário de Brasília), ele era negociado em alta de US$ 0,17, a US$ 117,65.   Veja também:   Opep vai aumentar produção em 5 mi de barris diários até 2012 Petróleo bate recorde e AIE pede investimentos para conter alta Rebeldes nigerianos atacam oleodutos da Shell e lançam desafio A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil  A demanda chinesa por petróleo subiu 8% em março sobre igual mês de 2007, a maior taxa em 19 meses, antes das Olimpíadas. O petróleo tipo Brent avançava US$ 0,21, para US$ 114,64 o barril, após atingir o recorde de US$ 115,03. "As notícias de que a Rússia... produzirá menos neste ano que no anterior e de que a produção da Nigéria possa cair por falta de investimentos fazem as pessoas acharem que os elevados preços são justificados", disse Bob Greer, vice-presidente-exectivo do fundo de commodity Pimco.   Notícias do fechamento da produção de petróleo na Nigéria afetam diretamente o mercado. A Shell Production Development Company disse na segunda-feira, 21, que havia fechado uma produção de 169 mil barris por dia nos campos de Bonny Light e declarou força maior nas importações de abril e maio, como resultado de ataques militantes em um de seus oleodutos que alimentam o terminal de exportação em Bonny Island.   "Ainda temos notícias altistas no mercado - a possível greve na refinaria britânica de Grangemouth e a contínua inquietação na Nigéria são as questões principais, mas ainda sentimos o desejo de operadores de comprar contratos de petróleo, uma vez que questões técnicas ainda parecem impulsionar os preços para máximas históricas", disse Glen Ward, operador de energia da ODL Securities, em Londres.   O mercado está de olho no impasse entre sindicatos e a Ineos, controladora da refinaria britânica Grangemouth, que produz 196 mil barris por dia. As duas partes devem retomar as negociações nesta terça-feira com objetivo de resolver uma disputa sobre pensões, que fez com que os trabalhadores anunciassem uma greve de 48 horas a partir de 27 de abril e que pode resultar no fechamento da refinaria por um mês.   A queda do dólar em relação ao euro e outras moedas também oferece suporte para os contratos de petróleo, mas sua influência sobre os preços está em segundo plano depois dos desdobramentos recentes dos fundamentos, disseram alguns analistas. "Naturalmente, o dólar mais fraco ainda dá suporte a muitas commodities, incluindo o petróleo, mas no momento os investidores estão se concentrando mais nos fundamentos do mercado, com os ataques na Nigéria enfatizando a sensibilidade do mercado a interrupções na oferta", disse Andrey Kryuchenkov, da Sucden Research, em Londres.   A Agência Internacional de Energia alertou nesta terça que, embora as preocupações do mercado com demanda, associadas à desaceleração da economia dos EUA, sejam compensadas de certa forma pelos fortes sinais de crescimento da demanda nas economias emergentes, como a China, os altos preços do petróleo podem pesar sobre a economia global. As informações são da Dow Jones.   (texto ampliado às 10h15)

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