Petróleo em queda à espera de dados dos EUA

O petróleo operava em baixa em Londres e Nova York, nesta manhã, com investidores na expectativa da divulgação dos relatórios sobre a variação dos estoques norte-americanos na semana passada. Os números devem sair às 11h30 (de Brasília). Às 9h40 (de Brasília), o contrato de junho do petróleo cru caía US$ 0,29 (0,72%), para US$ 40,25 o barril na Nymex. Os contratos de julho e agosto também operavam em baixa. Em Londres, o contrato de julho caía US$ 0,26 (0,70%), para US$ 36,69 o barril. A capacidade de a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aliviar as preocupações com as condições de desequilíbrio entre oferta e demanda parece ser limitada. Alguns especialistas observam que a proposta encabeçada pela Arábia Saudita de elevar a produção do grupo em 1,5 milhão de barris legitimará uma produção que, assumidamente, já excede o teto formal do grupo, de 23,5 milhões de barris diários. O próprio presidente da Opep, Purnomo Yusgiantoro, confirmou hoje que a atual produção do grupo supera em 2 milhões de barris diários a cota acertada pelo cartel, segundo a Dow Jones. Tal legitimização ocorreria no próximo encontro da Opep, em 3 de junho. Esses analistas dizem que o mercado deve acompanhar os números da Arábia Saudita, maior produtor de petróleo na Opep, e cuja produção vem crescendo. Em maio, a produção da Arábia Saudita subiu para 8,6 milhões de barris diários, de 8,35 milhões de barris diários em abril e de 8,45 milhões de barris diários em março, segundo o Centro de Estudos de Energia Global. O Ministro do Petróleo da Argélia disse recentemente que a Arábia Saudita é o único país dentro do grupo com excedente de capacidade de produção capaz de atender demanda por elevação nas cotas da Opep. O presidente da Opep afirmou ainda esta manhã que entre 85% a 90% da capacidade dos países-membros do grupo está sendo utilizada atualmente. Mas afirmou que a organização pode elevar em cerca de 10% ou 15% sua produção, sem esclarecer, no entanto, se a partir do teto oficial ou considerando também a produção que excede o oficial.

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