Petróleo fecha a US$ 51,09 e bate novo recorde

O preço do petróleo em Nova York bateu novo recorde nesta terça-feira, com os contratos pra novembro fechando a US$ 51,09 o barril, um aumento de 2,36%. Em Londres o contrato do Brent para novembro avançou 2,04%, para US$ 47,13 por barril. As preocupações com o nível de oferta seguem pesando sobre o mercado, principalmente por causa da demora na retomada da produção na região do Golfo do México - recentemente afetada pela passagem do furacão Ivan. A expectativa em relação aos relatórios sobre estoques nos EUA que serão divulgados nesta quarta-feira também gera apreensão.A Bolsa de Nova York foi vitimada pelo aumento do petróleo, e o Dow Jones fechou em baixa de 0,38%. O Ibovespa, por sua vez, manteve-se no nível de 24 mil pontos, encerrando em 24.205 pontos, com ganho de 0,23%. Na máxima, chegou a avançar 0,88%. Destaque para os setores de energia e siderurgia que se mantiveram ao longo do dia entre as maiores altas do índice.Também impulsionado pela alta do petróleo, o dólar comercial interrompeu a trajetória de baixa para fechar em alta de 0,14%, a R$ 2,83.BrasilAnalistas afirmam que, a despeito da incógnita do petróleo, a tendência para o mercado de ações é de alta. A afirmação se sustenta nos números positivos da economia brasileira, cuja expansão apresentada ao longo do ano deverá estar refletida nos balanços do terceiro trimestre que começam a ser divulgados esta semana com a Aracruz. É difícil não apostar que a bolsa deve consolidar a fase positiva - podendo o Ibovespa chegar aos 26 mil pontos no final do ano - já que boas notícias não param de chegar. Hoje a inflação deu mais sinais positivos. O IPC-Fipe ficou em 0,21% em setembro, valor mais baixo do que o apurado na terceira prévia do mês (0,32%) e bem inferior ao registrado em agosto, quando ficou em 0,99%. O IPC-S despencou para uma variação zero (0,00%) na semana de 25 de setembro, a menor variação registrada na taxa desde julho de 2003. Ainda, o Índice de Preços no Varejo (IPV) apresentou uma desaceleração em setembro, com uma alta de 0,64%, ante o resultado de agosto, quando estava em 0,73%.

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