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Petróleo fecha abaixo dos US$ 66 pela primeira vez em 6 meses

O preço do petróleo texano registrou hoje moderada queda e está abaixo dos US$ 66 pela primeira vez desde março, coincidindo com a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter suas cotas atuais de produção.Ao fim da sessão regular, os preços do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para outubro caíram US$ 0,64 e fecharam a US$ 65,61 o barril (159 litros). Durante o pregão, o valor deste tipo de petróleo, usado como referência nos Estados Unidos, caiu para US$ 64,85. É a primeira vez desde 28 de março em que o preço do petróleo WTI fecha abaixo de US$ 66 e o sexto pregão consecutivo em que os preços fecharam em baixa, o que não ocorria desde outubro de 2003.Já os contratos de gasolina para outubro fecharam a US$ 1,5946 por galão (3,78 litros), cerca de US$ 0,01 a menos do que na sexta-feira. O preço do gasóleo de calefação para esse mesmo mês ficou em US$ 1,8054 o galão, US$ 0,04 mais baixo do que no dia anterior. Os preços do gás natural para outubro caíram US$ 0,02 e terminaram o dia em US$ 5,65 por mil pés cúbicos.A Opep confirmou hoje as expectativas dos especialistas e decidiu não mudar sua cota atual de produção de 28 milhões de barris diários, embora tenha garantido que continuará atenta à evolução dos mercados.Os ministros dos dez países que participam da política de cotas, da qual não participa o Iraque, decidiram estudar novamente a situação em reunião extraordinária convocada para 14 de dezembro. No entanto, o presidente rotativo e ministro de Recursos Petroleros nigeriano, Edmund Daukoru, se comprometeu a convocar uma reunião urgente antes dessa data se assim o exigir a evolução dos preços e dos mercados.Números da produçãoA empresa de análise de mercados Platts estima que a produção da Opep aumentou em 220 mil barris durante o mês de agosto - incluída a produção iraquiana - e ficou em uma média de 29,91 milhões de barris diários.Excluindo o Iraque, país que, calcula-se, produziu 2 milhões de barris diários, os dez países sujeitos à cota chegaram a uma média diária de 27,91 milhões de barris, segundo dados divulgados hoje por essa empresa especializada.O número é inferior ao teto que fixado pela Opep em julho de 2005, mas supera em 280 mil barris a produção de julho, segundo a Platts.John Kingston, diretor da divisão de Petróleo da empresa, ressaltou, após a divulgação dos dados, que a maioria deles era positiva para os consumidores, e chamou a atenção ao crescimento da produção na Nigéria em 100 mil barris diários em comparação com julho. A produção do Irã também aumentou para 3,95 milhões de barris diários, número que, no entanto, é inferior em 160 mil barris à cota de 4,11 milhões.O amplo volume de reservas de petróleo e combustíveis armazenados nos EUA e a diminuição da tensão na disputa entre a comunidade internacional e o Irã sobre o programa nuclear de Teerã são fatores que também influíram na queda dos preços.As notícias que chegavam nesta segunda ao mercado sobre uma suposta oferta do Irã para suspender suas atividades de enriquecimento de urânio durante dois meses, a fim de facilitar as negociações com as seis grandes potências, favoreceram a queda no preço do petróleo, segundo os especialistas.O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, considera "encorajador" o diálogo deste fim de semana entre Javier Solana, responsável de Política Externa de UE, e Ali Larijani, negociador iraniano, embora tenha afirmado que essa "janela de oportunidade não é muito ampla".

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