Petróleo fecha em alta de 0,41% após forte queda de ontem

 Investidores se voltaram para os indicadores positivos sobre a atividade manufatureira na China

Álvaro Campos, da Agência Estado,

24 de julho de 2012 | 17h08

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta moderada nesta terça-feira, após as fortes perdas de segunda-feira, desencadeadas pelos renovados temores com a crise na zona do euro. Hoje, os investidores preferiram se focar em indicadores positivos sobre a atividade manufatureira na China.

O contrato do petróleo WTI para setembro subiu US$ 0,36 (0,41%), fechando a US$ 88,50 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent avançou US$ 0,16 (0,15%), fechando a US$ 103,42 o barril.

O HSBC divulgou que o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da China subiu para 49,5 na leitura preliminar de julho, de 48,2 em junho. Apesar da melhora, o indicador continuou abaixo de 50, o que mostra contração da atividade. O país é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, atrás apenas dos EUA.

Mas o ânimo com a China foi contido pelos receios com a Europa, em especial Espanha e Grécia. O governo espanhol divulgou um comunicado pedindo a implementação imediata da série de acordos de amplo alcance fechados no fim de junho pela cúpula da União Europeia. Além disso, o governo da Catalunha confirmou que pedirá ajuda à administração central. Já no caso dos gregos, fontes afirmam que autoridades da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visitam o país encontraram dados que indicam que a Grécia não cumprirá as metas de redução de dívida.

Alguns participantes do mercado têm uma visão pessimista, em meio à desaceleração no crescimento econômico global. Enquanto outros são mais otimistas, prevendo que o petróleo deve ter um respiro e aguardar por sinais mais claros. A commodity deve ter uma direção melhor amanhã, quando saem os dados semanais de estoques nos EUA. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperam uma queda de 800 mil barris na semana passada, enquanto a taxa de utilização da capacidade das refinarias deve cair 0,2 pontos porcentuais.

Mark Waggoner, presidente da Excel Futures, acredita que a crise na Europa deve pressionar os preços do petróleo, que pode cair para até US$ 74,00 o barril. As informações são da Dow Jones.

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