Petróleo fecha em alta, puxado por preço do óleo e Irã

Após atingir novo recorde durante o dia, barril para junho fecha a US$ 125,80 em Nova York

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

13 de maio de 2008 | 19h02

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira devido à escalada dos preços do óleo de aquecimento. Preocupações com fornecimento no Irã também pressionaram a commodity, que voltou a estabelecer marca recorde durante o dia: US$ 126,98. No fechamento, o barril para junho subiu US$ 1,57 (+1,26%), a US$ 125,80 na New York Mercantile Exchange (Nymex). Em Londres, o Brent para junho avançou US$ 1,17, para US$ 124,08.  Veja também:Preço do petróleo em alta  A forte demanda por destilados (categoria que inclui tanto óleo de aquecimento quanto diesel) na Ásia e na Europa vem fazendo com que o óleo de aquecimento bata sucessivos recordes. Nesta terça não foi diferente e o galão para junho fechou em nível histórico: em US$ 3,6989 (+3,9%). A gasolina do tipo RBOB para junho avançou 1,1%, para US$ 3,2000 por galão. Relatório divulgado nesta terça mostrou que os estoques europeus de destilados estão em queda, o que tira força da possível elevação nos estoques semanais norte-americanos, como prevêem analistas - amanhã, o Departamento de Energia (DOE) divulga os barris estocados na semana encerrada em 9 de maio.  "Certamente o que está conduzindo o mercado como um todo é o declínio nos estoques de óleo de aquecimento", afirmou Kyle Cooper, analista do IAF Advisors.  No caso do petróleo, os preços também avançaram devido aos relatos de que o Irã, segundo maior produtor no Golfo do Pérsico, reduzirá a produção no mês que vem. A notícia foi divulgada por uma agência de notícias iraniana e negada pelo ministro de Petróleo do país. Contudo, ele reconheceu que o debate sobre redução foi realizado. Mas o impacto de uma produção menor no Irã seria pequeno, já que o país tem dificuldades para vender o petróleo de baixa qualidade que produz atualmente - o Irã contratou vários navios tanques para estocar até 30 milhões de barris.  "Eles não podem vender o petróleo que têm agora", disse Cooper. Mas outros analistas afirmaram que, em cenário em que o petróleo subiu sete vezes em oito sessões, até a sinalização de possível corte de produção já serve para movimentar o mercado. "É mais uma questão de percepção. O mercado usa isso como desculpa para subir", declarou Dean Hazelcorn, corretor da Coquest Inc.

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