Petróleo fecha em nível recorde, a US$ 145,29 por barril

Preços já subiram 50% no ano, pois mercado está de olho na gigantesca demanda asiática e no Oriente Médio

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

03 de julho de 2008 | 17h01

O preço do petróleo fechou novamente em nível recorde e acima de US$ 145,00 pela primeira vez na história em Nova York. O mercado ignorou a alta do dólar e testou novos níveis de preços antes do feriado de Independência nos EUA. Veja também:Petróleo volta a subir e Grazpom prevê barril a US$ 250 Produção no pré-sal aumentará dívidas da Petrobras em 30% Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do barril para agosto encerrou com alta de US$ 1,72 (+1,20%), em US$ 145,29 - na máxima cotação do dia, chegou a US$ 145,85. Em Londres, o barril do tipo Brent para agosto fechou em nível ainda mais elevado, com alta de US$ 1,82, em US$ 146,08 - a máxima intraday foi de US$ 146,69. "No momento, o mercado continua preocupado com a pergunta 'quão alto se pode ir?'", disse Tim Evans, analista de energia da Citi Futures Perspective. "Este é o foco neste mercado, que não está deixando o dólar mais forte atrapalhar". Ao longo dos últimos meses, houve forte correlação entre as cotações do dólar e do petróleo; quando um caía, o outro subia e vice-versa. Hoje, contudo, isto não ocorreu.  Os preços do petróleo já subiram aproximadamente 50% no ano até agora, pois o mercado está de olho na gigantesca demanda asiática e no Oriente Médio, apesar do enfraquecimento da economia global e do considerável recuo na demanda por combustíveis nos EUA. Muitos participantes do mercado também dizem que os especuladores estão por trás dos atuais preços do petróleo. Investidores têm comprado commodities para se proteger da recente fraqueza do dólar e da volatilidade nos mercados de ações e também como forma de hedge contra a inflação.  Hoje, participantes de mercado usaram a alta de juros na zona do euro e o fechamento de 62 mil postos de trabalho nos EUA em junho como indutores da alta do petróleo. Os dois eventos deram impulso ao dólar. A elevação dos juros na zona do euro para 4,25% ao ano era esperada e na teoria deveria dar sustentação ao euro, já que os ativos denominados na divisa européia renderão mais. Contudo, o Banco Central Europeu (BCE) sinalizou que pode não elevar as taxas ainda mais na região devido ao enfraquecimento da economia. Como o aperto monetário de hoje já estava nos preços, o euro caiu.  Por um breve momento, as variações cambiais até fizeram o petróleo cair, mas tal tendência logo foi revertida. As informações são da Dow Jones.

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