Petróleo fecha no maior nível desde 2014

Tensões geopolíticas pressionam cotações; no Brasil, dólar cai para R$ 3,386 e Bolsa sobe

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2018 | 04h00

O petróleo encerrou o pregão de ontem no maior valor em mais de três anos, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. O salto só não foi maior por causa dos números de estoque e produção nos Estados Unidos, que vieram acima do projetado pelo mercado.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para junho fechou em alta de US$ 1,02 (+1,44%), a US$ 72,06. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para maio subiu US$ 1,31 (+2,00%), para US$ 66,82. As cotações são as mais altas desde dezembro de 2014.

Desde o início da semana, os investidores de petróleo têm ponderado os conflitos no Oriente Médio. E as reações dos operadores têm sido típicas de dias tensos, com até mesmo notícias não confirmadas alterando a dinâmica dos preços.

Nesta quarta-feira, por exemplo, a informação da rede de notícia estatal da Arábia Saudita Al Arabiya de que as forças de defesa do país interceptaram um míssil sobre a capital do país, Riad, causou apreensão sobre a retomada de protagonismo de um novo ator - o reino saudita - nos conflitos na região.

Ainda que a origem do suposto míssil não tenha sido confirmada, a cotação do petróleo disparou com esta notícia.

Além disso, os operadores citaram ainda as crescentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Síria, após um ataque químico contra rebeldes.

Mercado. A força do petróleo mais a fala do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, levaram o dólar a recuar o,72%, fechando a R$ 3,3860, abaixo, portando, do piso dos R$ 3,40. Em entrevista à imprensa internacional, Ilan citou que o BC tem as reservas internacionais, atualmente em US$ 383 bilhões, e estoque de swaps, próximo de US$ 24 bilhões para fazer frente à volatilidade, o que ajudou a acalmar o câmbio.

Já o principal indicador da Bolsa de SP, o Ibovespa se descolou totalmente do mercado global. Puxado pela Petrobrás (alta de 2,31%), o indicador subiu em alta de 0,87%, aos 85.245,58 pontos.

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão de ontem em baixa, à medida que os investidores monitoraram tensões geopolíticas e a ata da reunião de política monetária de março do Fed (o BC dos EUA). O índice Dow Jones fechou em queda de 0,90%, o S&P 500 recuou 0,55%, e o Nasdaq cedeu 0,36%.

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