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Petróleo fecha no menor preço em 3 anos e meio

Bolsa de Nova York também fechou em queda: nível foi o mais baixo em 5 anos e meio

Ana Conceição, da Agência Estado,

20 de novembro de 2008 | 19h29

 Os contratos futuros  do petróleo despencaram nesta quinta-feira, 20, com as expectativas de que a demanda vai continuar a cair em meio à crise. As cotações  acompanharam as ações, que também caíram forte na Europa e nos Estados Unidos diante de novos dados econômicos negativos. As cotações do barril de petróleo acumularam a quinta sessão consecutiva de queda e fecharam no menor patamar desde maio de 2005. O contrato com vencimento em dezembro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 48,70 por barril, configurando uma expressiva baixa de 9,18% frente ao fechamento anterior. Em Wall Street, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em forte baixa de 6,71% a 752 pontos - menor nível desde 1997 - acumulando no ano forte baixa de 48,76%.A queda da Bolsa de  Nova York foi influenciada não só pela crise da economia norte-americana, mas também pela falta  de uma resposta política à crise na indústria automobilística: o Dow Jones perdeu 5,56% e o Nasdaq 5,07%. Segundo os números do fechamento, o Índice Dow Jones  perdeu 444,99 pontos, caindo 7.552,29 pontos. O principal índice de Wall Street havia fechado na quarta-feira abaixo dos 8.000 pontos, pela primeira vez desde 31 de março de 2003. O Nasdaq perdeu 70,30 pontos, a 1.316,12 unidades.   No caso do petróleo, embora o contrato dezembro tenha rompido o importante suporte de US$ 49,90 por barril, mínima de 2007, no início da sessão, os traders estiveram mais atentos aos negócios na posição janeiro, que é o primeiro vencimento a partir de amanhã. Vencido o dezembro, o mercado deve continuar dentro de sua tendência baixista. "A situação vai continuar do mesmo jeito: janeiro, fevereiro, março, todos esses contratos serão negociados em um mercado extremamente baixista", disse Tony Rosado, corretor da GA Global Markets, em Nova York.  Os pedidos de auxílio-desemprego atingiram o maior nível em 16 anos nos EUA, enquanto na Europa montadoras anunciaram demissões. O mercado de petróleo continuará seguindo de ações, disse Brad Samples, analista da Summit Energy.  E a retração econômica chegou aos mercados emergentes, cuja demanda foi em grande parte responsável pelo rali do petróleo para perto dos US$ 150 por barril. Analistas do Goldman Sachs disseram que na Ásia a demanda caiu a uma taxa "inesperada e sem precedentes". Se o consumo se estabilizar, os preços do petróleo podem oscilar em torno dos US$ 50 por barril na maior parte de 2009.  Na Nymex, os futuros de gasolina reformulada (RBOB) para dezembro fecharam com queda de US$ 0,1000 (9,03%), a US$ 1,0070 por galão. Os futuros de óleo para calefação para dezembro perderam US$ 0,0838 (4,76%), a US$ 1,6759 por galão. As informações são da Dow Jones.

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