Petróleo, FED e México derrubam bolsa

Nessa sexta-feira pós-feriado com poucas novidades no cenário interno, a Bolsa de Valores de São Paulo sofreu os efeitos do quadro internacional. O preço do petróleo causou enormes preocupações ontem e hoje, apesar do fim da greve dos petroleiros na Noruega, e não pára de subir, fechando hoje em US$32,25. A razão dessa alta é a decisão de aumentar a produção em 708 mil barris diários, da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), considerada insuficiente, pois vários países já ultrapassavam suas cotas, e o aumento real não chegará à metade desse valor. A Opep conta com o apoio da Noruega e do México, os dois principais países exportadores de petróleo não-membros da instituição para o cumprimento das metas estabelecidas. O governo norte-americano considera qualquer cotação acima de US$ 30 grave para a economia do país, o que traz preocupações em relação à política de juros dos EUA. Na próxima terça e quarta-feira, o FED - banco central norte-americano - realizará reunião para definir o novo patamar das taxas de juros, o que vem trazendo preocupações entre os investidores nesse cenário instável.Além disso, as eleições presidenciais mexicanas, marcadas para o dia 2 de julho, estão muito disputadas, o que vem enfraquecendo o peso mexicano, o qual vem registrando seguidas altas. Teme-se, no mercado, que algum distúrbio político em um importante país da América Latina respingue no Brasil.Nesta conjuntura, a Bolsa de Valores de São Paulo passou praticamente todo o dia em baixa, fechando com queda de 1,61%, mas registrou volume financeiro surpreendente para um dia espremido entre o feriado e o fim de semana: R$ 963 milhões.

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