Petróleo fica acima dos US$ 113 após alta recorde

Rentabilidade alta e estoques em baixa empurram preço da commodity para cima

Da BBC Brasil, BBC

16 de abril de 2008 | 06h50

O preço do barril do petróleo se estabilizou nesta quarta-feira, 16, por volta dos US$ 113 no mercado internacional, após bater o recorde de US$ 114 na terça-feira. Analistas acreditam que o preço da commodity pode permanecer elevado, já que o petróleo tem se mostrado um instrumento financeiro mais rentável que outros ativos, o que estimula a sua procura e eleva o seu preço. Além disso, investidores aguardam números do governo americano que devem confirmar uma redução nos estoques de óleo nos Estados Unidos.   Veja também:   Petróleo renova recorde com dólar fraco e problemas na oferta Petróleo bate recordes em Londres e Nova York País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo ANP diz que informação sobre Pão de Açúcar já era conhecida Para especialista, ANP se antecipou ao falar sobre reserva Petrobras dispara e 'segura' queda do Ibovespa Reservas colocam País entre 5 maiores produtores de petróleo O sobe e desce do dólar  Veja os efeitos da desvalorização do dólar   Por volta das 16h30 em Cingapura (5h30 em Brasília), o principal contrato de petróleo americano do tipo Light recuava 0,15% e era cotado a US$ 113,62 no pregão eletrônico asiático da Bolsa de Valores de Nova York. Nas negociações eletrônicas após o fechamento do pregão, na terça-feira, o produto chegou ao seu recorde histórico de US$ 114,08.  Já os contratos de petróleo do tipo Brent negociados em Londres caíam 0,11%, para US$ 111,46. Indicadores Os investidores aguardam a divulgação de números do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), que devem mostrar um declínio nos estoques da semana passada de gasolina e óleo de aquecimento no maior consumidor mundial de derivados do petróleo. Problemas recentes no fornecimento de petróleo do México para os Estados Unidos levaram a um aumento no preço da commodity. Além disso, investidores correm para os contratos petroleiros porque eles têm se mostrado mais atraentes e rentáveis que outros produtos. Nesta quarta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) - que fornece 40% do petróleo mundial - se recusou a convocar uma reunião para discutir o preço elevado da commodity. Segundo o cartel, os preços atuais do óleo se devem a fatores de mercado e não a uma insuficiência na produção, hoje estimada em quase 30 milhões de barris por dia.

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