Petróleo mantém atenção dos investidores

O mercado financeiro brasileiro continua acompanhando o cenário internacional. O preço do petróleo, a queda do euro e o anúncio de empresas norte-americanas revelando queda nos lucros estão reduzindo o volume de negócios nos mercados e prejudicando o desempenho dos ativos. No cenário interno, o dia começou com a divulgação de mais um índice confirmando o recuo da inflação. Trata-se da terceira prévia de setembro do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP - de 0,39%. O resultado divulgado é inferior ao apurado no período anterior - de 0,74%. As oscilações devem continuar hoje. O preço do barril do petróleo bruto, negociado em Londres, estava em US$ 31,00 na abertura do dia - alta de 0,58% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,60%. O dólar comercial é vendido a R$ 1,8470 - queda de 0,22%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,030% ao ano, frente a 17,100% ao ano registrados ontem. Atenções voltadas para a reunião de cúpula da Opep Hoje começa a segunda reunião de cúpula de presidentes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Caracas. Segundo apurou o editor Vladimir Goitia, o evento deve atrair a atenção dos investidores não apenas por causa da participação de ministros de Petróleo da Rússia, Omã, Noruega e Angola - países não membros da Organização -, mas também pela possibilidade de o governo russo solicitar o ingresso do país à Opep. Os russos, que produzem 5,9 milhões de barris por dia, dos quais exportam 3,9 milhões, só perdem para a Arábia Saudita. A participação desses países na reunião de cúpula da Opep, que concentra 40% da produção mundial de petróelo e detém 75% das reservas mundiais de petróleo cru, vem chamando a atenção da comunidade internacional, principalmente depois que o barril se aproximou de US$ 40, obrigando os Estados Unidos a anunciar a liberalização de parte de suas reservas estratégicas - 30 milhões de barris em um mês.

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