Petróleo mantém marcha de alta

Após fecharem em leve queda ontem, os contratos futuros de petróleo retomam a marcha de aceleração nos mercados internacionais, com a alta sendo associada à tomada de posições para o fim de semana. Após a realização de lucros de ontem, o mercado previa uma valorização nessa sexta-feira, mas a força do rally nesse início da manhã surpreendia vários operadores. "Embora alguns comprados se mostrem inclinados a realizar lucros, há um forte sentimento de que o fim de semana possa trazer fatos novos, que, provavelmente, servirão para estimular novas compras", comentou um operador do pregão da International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, referindo aos fatos da semana passada, quando houve um ataque terrorista na Arábia Saudita. Na IPE, o contrato futuro para junho do petróleo brent sobre 1,56%, para US$ 37,10 por barril. No pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro do petróleo cru para junho está em alta de 1,22%, a US$ 39,85 por barril. Mais cedo, esse contrato atingiu a máxima de US$ 39,96 por barril. Ontem, o petróleo cru não conseguiu atingir a tão esperada marca de US$ 40 o barril, pois os traders reconsideraram se os fundamentos justificam preços tão elevados. "Ainda estamos tentando colocar nossas cabeças em ordem, mas parece que ninguém quer ficar vendido para o fim de semana", comentou um operador. Segundo operadores, a atividade dessa sexta-feira estava confinada ainda aos movimentos de trade, com poucos fundos entrando no mercado.A perspectiva é que com a entrada dos fundos, novas altas ocorram. Embora o mercado estime que os fundos estão mantendo uma posição com prêmio de US$ 6 sobre o preço do petróleo, ninguém espera uma venda ampla no curto prazo. O consenso é que se o preço do petróleo cru bater em US$ 40 por barril, haverá uma onda de vendas, mas os preços podem subir novamente e devem ficar em níveis elevados durante todo o verão no Hemisfério Norte. O petróleo tem subido em razão dos níveis apertados de reservas de gasolina nos EUA, forte demanda da Ásia, desconfiança sobre as exportações iraquianas e por problemas no fornecimento da Nigéria. Em um cenário de estoques baixos, por causa dos cortes de produção da Opep, os preços têm se mostrado muito sensíveis a quaisquer fatos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.