Andrew Cullen/Reuters
Andrew Cullen/Reuters

Petróleo nos EUA cai 2% e toca menor nível desde crise financeira de 2009

Recuo foi em função de sinais de excesso de oferta nos EUA e da fraca atividade industrial na China

Christopher Johnson, Jacob Gronholt-Pedersen, Reuters

21 de agosto de 2015 | 18h11

Os preços do petróleo nos Estados Unidos foram negociados abaixo de US$ 40 o barril pela primeira vez desde a crise financeira de 2009 nesta sexta-feira, e fecharam em queda de 2% por sinais de excesso de oferta nos EUA e fraca atividade industrial na China, registrando a mais longa série de perdas semanais em quase três décadas.

O petróleo nos EUA despencou abaixo de US$ 40 por barril seguindo dados semanais que mostraram que as empresas de energia norte-americanas adicionaram duas sondas de petróleo na última semana, o quinto aumento seguido.

O aumento no número de sondas após uma calmaria nos preços no segundo trimestre está elevando as preocupações de que a produção de óleo de xisto nos EUA está se mostrando lenta para responder à queda nos preços, prolongando o excesso de oferta global.

"Todo mundo ainda está olhando para isso e dizendo: 'Uau, você ainda não está com a produção em queda", disse Tariq Zahir, fundador da Tyche Capital em Laurel Hollow, Nova York.

Os contratos futuros de petróleo nos EUA para outubro encerraram em baixa de US$ 0,87, ou 2,1%, a US$ 40,45 por barril, tendo tocado a nova mínima de seis anos e meio a US$ 39,86 por barril.

O petróleo Brent teve queda de US$ 1,16, ou 2,5%, a US$ 45,46 por barril, após atingir mínima de US$ 45,07 por barril e ameaçar quebrar a barreira de US$ 45 pela primeira vez desde março de 2009.

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