Petróleo nos EUA sobe e supera US$ 65 seguindo alta nas ações

Impulsionado pela expectativa de corte de juros pelo Fed, preços sobem; Merrill Lynch corta projeção

Jane Merriman, da Reuters,

29 Outubro 2008 | 10h34

O petróleo nos Estados Unidos era negociado acima de US$ 65 por barril nesta manhã de quarta-feira, 29, impulsionado por uma alta nos mercados acionários em meio à expectativa de corte de juro pelo Federal Reserve, afirmaram fontes do mercado. Veja também:Pré-sal deve ficar para 2018, com petróleo em baixaEntenda a queda nos preços do petróleo e suas conseqüênciasVeja os reflexos da crise financeira em todo o mundoVeja os primeiros indicadores da crise financeira no BrasilLições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  A China cortou o juro pela terceira vez em seis semanas, levantando especulações de uma ação coordenada de bancos centrais para reduzir as taxas. Por volta das 10h22 (horário de Brasília), o petróleo nos EUA era negociado em alta de US$ 3,66, a US$ 66,38 por barril.  A commodity registrou uma máxima na sessão de US$ 66,71, após atingir na segunda-feira uma mínima em 17 meses de US$ 61,30. O petróleo Brent negociado em Londres tinha alta de US$ 3,55, para US$ 63,86. O corte de juro pela China evidencia que a lentidão na atividade econômica começa a afetar os mercados emergentes, de acordo com analistas. O petróleo caiu mais de 50% em relação ao recorde de US$ 147,27 registrado em julho, devido à crise de crédito e à redução da demanda.  Projeção O banco Merrill Lynch cortou sua projeção para o preço do petróleo WTI no quarto trimestre deste ano, para US$ 78,00 o barril, de US$ 107,00 previstos anteriormente. O banco acrescentou haver "sério risco de baixa" aos preços para a média de US$ 90,00 o barril em 2009. Mas uma recessão global no ano que vem - possibilidade que não parece mais remota, dizem os analistas - poderia puxar os preços do petróleo para até US$ 50,00 o barril.  "A demanda por commodities no mercado físico está caindo em todas as partes do mundo, com a taxa de consumo do petróleo apresentando o maior recuo desde 1980. Mais importante, começamos a ver sinais de retração na demanda por petróleo nos mercados emergentes", disseram analistas do banco.  (com Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

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