Petróleo oscila com informações dos EUA e Arábia Saudita

Os contratos futuros do petróleo reagiram com oscilação aos relatórios sobre os níveis de estoques do produto e derivados na semana passada nos EUA. Quase simultaneamente, a Arábia Saudita garantiu que pode produzir uma quantidade suficiente para prevenir uma disparada dos preços. Ou seja, os comentários sauditas serviram de contrapeso para os relatórios que foram considerados estimulantes para novas compras de contratos.Inicialmente, o contrato do petróleo cru para setembro virou e subiu para US$ 44,80, mas voltou a cair e recua 1,84%, para US$ 43,70 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na International Petroleum Exchange (IPE), o contrato do brent para setembro cede 1,65%, para US$ 40,60 o barril, após ter inicialmente reduzido a queda com os dados dos relatórios.Tanto o relatório do Departamento de Energia quanto do Instituto Americano de Petróleo mostraram quedas acentuadas dos estoques de petróleo cru nos EUA. O DOE observou recuo de 4,3 milhões de barris nas reservas de petróleo cru e o API calculou uma queda de 5,191 milhões de barris. A previsão média dos analistas era declínio de 330 mil barris nas reservas.Os dois relatórios indicaram queda das reservas de gasolina e aumento dos estoques de destilados. Com a aproximação do inverno, o mercado tem mostrado interesse sobre os níveis de estoques de óleo de aquecimento. O relatório do DOE indicou aumento de 300 mil nos estoques desse produto.Arábia SauditaMas a Arábia Saudita neutralizou o impacto dos relatórios. Maior produtor mundial, o país afirmou que seus clientes recusaram a oferta de petróleo adicional, o que indica que a demanda não está superando a oferta. Instantes atrás, a agência Dow Jones informou que a tempestade tropical Bonnie estava ganhando força de um furacão, mas o mercado parecia mais disposto a se pautar pelos sauditas.

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