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Petróleo passou a ser aliado da economia mundial, diz Moody´s

A Moody´s Economy.com - unidade de análise de mercado da agência de risco - acredita que o ritmo de atividade econômica global vai se desacelerar no restante deste ano e em 2007. Isso acontecerá por causa do impacto do desaquecimento da economia dos Estados Unidos - principalmente por causa de seu setor imobiliário - sobre o mundo. Entretanto, segundo Tony Hughes, diretor da consultoria, "a queda dos preços do petróleo vai manter os gastos dos consumidores ao redor do globo, e isso também dará aos bancos centrais mais latitude para uma política monetária expansionista". Com isso, acrescentou o analista, o crescimento do PIB mundial cairá de 3,5% neste ano para pouco abaixo de 3% em 2007. "A Ásia, particularmente a China e a Índia, vão continuar liderando o crescimento econômico mundial, embora o desaquecimento nos Estados Unidos resultará uma performance ligeiramente mais fraca, mais ainda impressionante, da China", disse Hughes. "O crescimento na Europa provavelmente já atingiu seu pico, mas a expansão deverá continuar graças ao consumo doméstico e as exportações para a Ásia."Ele observou, no entanto, que os riscos para essa previsão benigna são consideráveis. "Um completo colapso no mercado imobiliário dos Estados Unidos é agora a maior ameaça para a economia global", disse. "Além de seu impacto negativo sobre o comércio global internacional, problemas no setor imobiliário norte-americano poderiam se espalhar para o sistema financeiro internacional." Além disso, "o protecionismo, especialmente nos Estados Unidos, representa uma ameaça de prazo maior". Mas Hughes ressaltou que os preços energéticos, que até agora representavam um dos maiores riscos para a economia mundial, estão se transformando num dos fatores mais benéficos. A Moody´s Economy.com estima que o preço do barril de petróleo WTI ficará em torno dos US$ 65 no restante deste ano. "Mas se o preço for menor, isso ofereceria um apoio adicional para o gasto do consumidor", disse. "Preços do petróleo menores também reduziriam as pressões inflacionárias, permitindo aos bancos centrais o relaxamento das políticas monetárias."

Agencia Estado,

03 de outubro de 2006 | 17h39

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