Petróleo pode deixar mercado instável

O mercado financeiro termina a semana mantendo a preocupação com a alta do preço do petróleo. Tensões no Oriente Médio e manifestações contra a alta do produto na Europa contribuem para o aumento da instabilidade no mercado internacional. Os contratos de petróleo tipo Brent, negociados em Londres, subiam US$ 0,61 no início da manhã, cotados a US$ 32,90 o barril. Em Nova York, os contratos futuros do petróleo também acumulam alta e são negociados a US$ 34,68 o barril.Apesar das boas notícias no cenário interno, principalmente em relação ao recuo da inflação, a expectativa dos operadores é de um dia de instabilidades no mercado financeiro. O dólar está cotado a R$ 1,8440 - uma alta de 0,27% em relação ao últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também reflete o nervosismo dos investidores em relação ao preço do petróleo e, há pouco, operava em queda de 0,82%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começaram o dia pagando juros de 17,070% ao ano, frente a 17,050% ao ano registrados ontem. Mercado internacionalNo início da manhã, foram divulgados dados da economia norte-americana. De acordo com apuração da editora Patricia Lara, os preços cobrados dos consumidores norte-americanos recuaram, em agosto, pela primeira vez em mais de 14 anos, repercutindo o declínio dos preços de energia e transportes. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) caiu 0,1% em agosto. O mercado financeiro esperava uma alta de 0,2%.Se considerada apenas a notícia sobre o recuo da inflação nos Estados Unidos, as bolsas norte-americanas teriam grandes chances de abrir em alta. Mas, com a apreensão em relação à questão do petróleo, o cenário fica muito incerto.

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