Petróleo pode ir a US$ 200, mas recuará, prevê FMI

Desaquecimento da economia e mudanças no consumo farão com que preços recuem

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

09 de junho de 2008 | 16h24

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta segunda-feira, 9, ser possível que o preço do petróleo atinja US$ 200,00 por barril e que a economia global responderá a isso, fazendo com que os preços voltem a cair. Veja também: Os efeitos da crise do setor imobiliário dos Estados Unidos Em conferência econômica em Montreal, Strauss-Kahn afirmou que o desaquecimento da economia global e mudanças no consumo de petróleo farão com que os preços da commodity retornem para patamar menos elevado. "Você pode esperar que depois (de atingir US$ 200,00), o barril voltará a algo mais razoável", declarou. Segundo ele, os efeitos da atual desaceleração da economia norte-americana provavelmente serão os maiores na memória recente porque serão prolongados. "A recuperação levará um longo tempo ... não somente 2008, mas também 2009. Nos próximos trimestres, o crescimento será próximo de zero", disse Strauss-Kahn em conferência econômica em Montreal.  Perdas Os grandes bancos registraram pesadas perdas em virtude da crise subprime no setor imobiliário nos EUA, "mas é difícil saber quanto ou se a maior parte disso já ficou para trás", declarou o diretor-gerente do FMI.  Ainda que o pior já tenha passado, a confiança dos consumidores e dos empresários nas chances de recuperação econômica ainda é baixa por causa da dificuldade para conseguir crédito. E o risco de inflação pode ampliar ainda mais estes problemas econômicos, segundo Strauss-Kahn.  Embora o núcleo da inflação segure-se em cerca de 2%, "a evidência dos mercados de bônus é de que isso pode arrastar-se para cima". Projetar um caminho entre o "fogo" da inflação e o "gelo" do baixo crescimento econômico requer uma condução multilateral, mais do que governantes tentando encontrar soluções nacionais, defendeu Strauss-Kahn.  Um exemplo de cooperação global seria a China permitir que o yuan se aprecie ainda mais "pelo bem tanto da China quanto da economia global". Já a economia canadense escapou dos piores problemas que afetaram seu maior parceiro comercial, os EUA, em grande parte por causa das rígidas condições de financiamento no setor imobiliário.  "Os preços imobiliários começaram a moderar, mas a ausência de hipotecas de valor muito baixo e a presença de seguros hipotecários deixaram os canadenses em melhor forma", segundo o diretor-gerente do FMI. As informações são da Dow Jones.  

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