Petróleo renova recorde com dólar fraco e problemas na oferta

Barril atingiu o valor de US$ 112,96 nesta terça; no ano, petróleo acumula alta de 18%

Agência Estado e Reuters,

15 de abril de 2008 | 07h28

Os contratos futuros do petróleo renovaram seu recorde de alta intraday (durante os negócios), atingindo US$ 112,96, sustentados por problemas na oferta, compras técnicas e a contínua questão do enfraquecimento do dólar. Os futuros negociados em Nova York atingiram o pico a US$ 112,48 o barril mais cedo, para depois operarem em alta de US$ 0,51, a US$ 112,36 o barril por volta das 7 horas (horário de Brasília). Em Londres, o recorde foi de US$ 110,50 atingido. Mais tarde, os futuros tinham avanço de US$ 0,63, a US$ 110,47o barril. O petróleo subiu 77% no último ano e acumula alta de 18% este ano.   Veja também: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo ANP diz que informação sobre Pão de Açúcar já era conhecida Para especialista, ANP se antecipou ao falar sobre reserva Petrobras dispara e 'segura' queda do Ibovespa Reservas colocam País entre 5 maiores produtores de petróleo O sobe e desce do dólar  Veja os efeitos da desvalorização do dólar   "Uma coisa que está claramente elevando o preço do petróleo é o dólar substancialmente mais fraco nas últimas semanas", disse Richard Batty, do Standard Life. "A volatilidade nos mercados de ativos - principalmente de ações - levou os investidores paras as commodities."   De madrugada, a notícia de um incêndio num poço de petróleo no Bahrain, aparentemente de pequenas dimensões, alimentou os temores sobre a oferta, embora a desaceleração da economia global deva afetar negativamente a demanda. "Será interessante ver se o petróleo consegue ir a US$ 113 ou US$ 114 o barril", disse Ryoma Furumi, corretor da Newedge Japan.   Outros problemas na oferta e questões geopolíticas ajudam a impulsionar os preços. Entre estes, os analistas citam o mau tempo no México, violência política na Nigéria, maior produtor de petróleo da África, e a relutância da Opep em aumentar sua produção. O Conselho de Segurança da ONU vai discutir nesta quarta-feira o polêmico programa nuclear do Irã.   Nesta terça, os trader vão olhar para indicadores econômicos em busca de direção para o dólar e para as commodities denominadas em dólares. Os dados incluem o índice de preços ao produtor de março dos EUA, que sai ainda nesta terça. A Opep, o grupo de 13 membros que produz cerca de 40% do petróleo do mundo, também deve divulgar seu relatório mensal.   Na segunda-feira, 14, o petróleo fechou em recorde de alta a US$ 111,76 o barril na Nymex, enquanto a gasolina RBOB para maio também fechou em recorde de alta a US$ 2,8218 o galão, com avanço de 0,5%. Na segunda, os traders compraram mais petróleo com a notícia de que o oleoduto Capline, da Royal Dutch Shell, nos EUA, havia sido paralisado durante o fim de semana por causa de um vazamento.   "Problemas em refinarias, a oferta apertada de destilados e a capacidade do mercado de descontar notícias negativas sobre a demanda devem continuar a dar sustentação ao petróleo", disse John Kilduff, vice-presidente para gestão de risco de energia da consultoria MF Global. As informações são da agência Dow Jones.

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