Petróleo renova recordes nesta sexta com ataques na Nigéria

Invertendo perdas do início do dia, barril atinge US$ 116,19; no país africano, grupo militante sabota oleoduto

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

18 de abril de 2008 | 14h58

Os contratos futuros do petróleo WTI e Brent estabeleceram novos patamares de preço recorde na manhã desta sexta-feira, 18, a US$ 116,19 o barril e US$ 113,69 o barril, respectivamente, invertendo as perdas do começo do dia, diante da retomada das preocupações com as condições de abastecimento do mercado. Os novos recordes foram atingidos a partir da reavaliação pelos investidores de notícias, não confirmadas, de uma explosão na Nigéria, o maior exportador de petróleo da África.   Veja também:   Barril da Opep bate quarto recorde seguido a US$ 107,63  Após recorde, petróleo registra queda com realização de lucros Brasil é 'superpotência, agora com petróleo', diz Economist Área na Bacia de Santos pode ter até 5 vezes o volume de Tupi Descobertas em Santos dependem de estudo, diz Petrobras A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil   Às 13h20 (de Brasília), o contrato de maio subia 1,10% para US$ 116,12 o barril; o contrato de junho do Brent avançava 1,02% para US$ 113,58 o barril.   Na quinta-feira, uma explosão na região do canal de Cawthorne, no delta do Níger, onde se concentra a produção de petróleo na Nigéria, reduziu a capacidade de abastecimento da joint venture Shell Nigéria em 500 mil barris ao dia, segundo um porta-voz da empresa. O canal Cawthorne fica na parte sudeste do delta, próximo a refinaria Bonny Light.   A confirmação da explosão pelo porta-voz da empresa seguiu-se às declarações do grupo militante Movimento para Emancipação do Delta do Níger de que sabotou um oleoduto em Adamakiri, localizado na região de Cawthorne. O grupo também prometeu ampliar os ataques e distribuir explosivos nas comunidades para que ataquem às instalações de petróleo das companhias estrangeiras que se localizam no delta do Níger. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Petróleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.