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Petróleo sobe 1,56% e fecha acima de US$ 121 pela 1ª vez

Após atingir a máxima histórica de US$ 122,73, commodity cede um pouco e fecha aos US$ 121,84 por barril

Renato Martins, da Agência Estado,

06 de maio de 2008 | 16h52

Os contratos futuros de petróleo fecharam acima de US$ 120 por barril pela primeira vez na New York Mercantile Exchange (Nymex) e fecharam em nível recorde também na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). O mercado mostrou convicção de que os preços altos não vão provocar uma redução na demanda global pelo produto. Veja também:Especial: Preço do petróleo em alta   Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para junho fecharam a US$ 121,84 por barril, em alta de US$ 1,87 (1,56%). As máximas do dia foram em US$ 122,35 no viva-voz e de US$ 122,73 no sistema eletrônico; as mínimas foram de US$ 120,10 no viva-voz e de US$ 119,33 no sistema eletrônico. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para junho fecharam a US$ 120,31 por barril, em alta de US$ 2,32 (1,97%), com mínima em US$ 117,69 e máxima em US$ 120,99.  O Departamento de Energia dos EUA (DoE) divulgou relatório prevendo que o preço médio do barril de petróleo deverá superar os US$ 114 no segundo semestre. O documento prevê que a demanda dos EUA deverá sofrer uma redução de 190 mil barris por dia neste ano, para a menor média anual desde 2003, mas que o consumo nos países emergentes deverá fazer a demanda global crescer 1,4% em 2008, para 86,6 milhões de barris por dia. "O preço do petróleo bruto dobrou nos últimos 14 meses e eles ainda estão prevendo um crescimento de 1,4% na demanda global. Esse é o fantasma por trás da alta dos preços", comentou Jim Ritterbusch, da consultoria Ritterbusch & Associates. Já os analistas de petróleo do Goldman Sachs divulgaram nota dizendo ser "cada vez mais provável" que os preços subam para US$ 150 a US$ 200 por barril num período de seis meses a dois anos a partir de agora. Há três anos, a mesma equipe de analistas havia colocado o mercado em polvorosa ao prever que os preços subiriam para a casa dos US$ 105 por barril. Para Sarah Emerson, diretora da Energy Security Analysis, o fluxo de recursos dos fundos de investimento para as commodities, como busca de proteção contra a inflação, e a baixa do dólar nos mercados de câmbio, também ajudam a explicar por que os preços do petróleo permanecem altos mesmo em vista de sinais de queda na demanda norte-americana. "Os preços do petróleo têm sido determinados por dois mercados diferentes. Eu não acho que as condições do mercado físico justifiquem um colapso dos preços, embora elas provavelmente justificassem preços mais baixos. Mas temos esse outro mercado, no qual há um desejo de manter petróleo em carteira, e isso é o que está determinando os preços neste momento", acrescentou. Analistas prevêem que o informe do DoE sobre o nível dos estoques norte-americanos de petróleo na semana passada, a ser divulgado nesta quarta-feira, mostre um crescimento dos estoques, pela terceira semana consecutiva. Mas, embora isso normalmente justifique uma queda nos preços, isso "provavelmente não vai acontecer", disse Ritterbusch. "Com toda essa euforia, as pessoas deverão buscar no relatório itens que sirvam de pretexto para a alta dos preços", afirmou.

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