Petróleo supera US$ 130 o barril em Nova York

Contrato futuro atinge a máxima a US$ 130,47 impactado pelo dólar fraco e por preocupações sobre a oferta

Agência Estado,

21 de maio de 2008 | 07h20

Os contratos futuros do petróleo estabeleceram novo recorde na manhã desta quarta-feira, 21, com o WTI para julho superando o patamar de US$ 130 o barril e chegando a US$ 130,47, máxima intraday (durante os negócios) na plataforma eletrônica da Bolsa de Nova York (Nymex). O brent, negociado na plataforma eletrônica ICE, atingiu US$ 129,92 o barril na máxima intraday, também recorde. O preço da commodity foi impactado pelo dólar fraco e por preocupações sobre a oferta.    Veja também: Preço do petróleo em alta    Às 8h03 (de Brasília), o WTI subia 0,91% para US$ 130,15 o barril; o brent avançava 1,27% para US$ 129,46 o barril. Analistas disseram que o movimento ascendente do petróleo revitalizou a perspectiva das posições técnicas de alta, ao mesmo tempo em que os níveis globais de oferta e a disparada dos preços dos destilados também dão sustentação ao mercado.   Nesta quarta, o mercado trabalha também na expectativa da divulgação do relatório de petróleo do Departamento de Energia dos EUA, que sai às 11h30 (de Brasília). De acordo com as projeções dos analistas ouvidos pela Dow Jones, os estoques norte-americanos de petróleo devem ter aumentado em 500 mil barris na semana passada; de gasolina, em 400 mil barris; e de destilados, em 1,2 milhão de barris.   Na terça-feira, 20, os preços futuros do petróleo nos Estados Unidos fecharam acima de US$ 129 por barril pela primeira vez. O dólar caiu com dados da inflação norte-americana acrescentando preocupações com a economia e aumentando as dúvidas com a possibilidade do Federal Reserve elevar a sua taxa de juro neste ano.     Os preços ganharam impulso na última segunda-feira depois que a Opep informou que não vai mudar sua produção antes do próximo encontro marcado para setembro. O presidente da Opep, Chakib Khelil, fez o comentário depois que a Arábia Saudita, líder de fato do grupo, informou na sexta-feira que elevou sua produção em 300 mil barris por dia em resposta a pedidos de clientes.   O empresário do petróleo T. Boone Pickens disse na terça-feira à rede de notícias CNBC que acredita que o petróleo continuará subindo, talvez até US$ 150 o barril este ano. Ele disse que os preços elevados se devem à redução na oferta global, mais do que a uma bolha causada pelos especuladores.   O ex-presidente do Fed Alan Greenspan, por sua vez, disse que o aumento dos preços do petróleo, assim como o rápido aumento dos alimentos, são, em parte, causados por uma bolha. "Há aspectos de uma bolha no petróleo e nos grãos, mas há forças de fundamento os impulsionando", afirmou.  As informações são da Dow Jones.   (texto atualizado às 8h20)

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