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Petróleo tem alta limitada; Omã anuncia reformas após protesto

Preços chegaram a subir mais de US$ 2 por barril durante o pregão asiático

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de fevereiro de 2011 | 08h01

Os preços do petróleo operam com alta limitada, depois de chegarem a subir mais de US$ 2 por barril durante o pregão asiático, com os investidores cada vez mais preocupados com possíveis impactos da turbulência política no Oriente Médio sobre a oferta mundial de petróleo.

Em Omã, duas pessoas foram mortas pela polícia durante protestos no fim de semana e hoje as ruas de algumas cidades permanecem fechadas pelos manifestantes, mesmo depois de o governante, o sultão Qaboos, ordenar ontem uma reformulação de seu gabinete e reformas que beneficiam funcionários públicos e estudantes. Os manifestantes afirmam que não estão desafiando o governante, mas querem empregos e reformas.

Enquanto isso, a Líbia não sai do foco dos mercados. A China National Petroleum Corp. (CNPC) informou hoje que suspendeu sua produção no país e está retirando seus funcionários locais. Segundo Shokri Ghanem, presidente da companhia líbia National Oil Corp., a produção total da commodity no país diminuiu mais da metade em razão dos protestos contra o regime de Muamar Kadafi. "Há queda na produção, mas os embarques estão sendo realizados. O declínio se deve à saída dos estrangeiros que trabalham nos campos de petróleo por causa de pânico", afirmou.

No começo da sessão europeia, a alta do petróleo se desacelerou. Às 7h50 (de Brasília), o contrato do petróleo WTI subia 0,02% na Nymex, para US$ 97,90 por barril, enquanto o brent para abril avançava 0,04% na ICE, para US$ 112,18 por barril.

"Embora os riscos de mais problemas no abastecimento e mais altas nos preços claramente persistam, nós acreditamos que a declaração da Agência Internacional de Energia (AIE) ajudou a conter o risco de curto prazo no mercado de petróleo", afirmaram analistas do JPMorgan em uma nota a clientes. Na semana passada, David Fyfe, diretor da divisão de indústria e mercados de petróleo da AIE, disse que a turbulência na Líbia não vai prejudicar a situação relativamente confortável da oferta nos mercados globais de petróleo no primeiro semestre deste ano.

Colaborou para limitar os ganhos do petróleo as informações de que a Arábia Saudita elevou a produção da commodity para compensar os problemas causados pela crise na Líbia. Uma autoridade saudita afirmou no domingo que a produção foi elevada para 9 milhões de barris diários, o que, segundo uma outra fonte, representa um aumento entre 500 mil barris e 600 mil barris diários. As informações são da Dow Jones. 

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