Petrolífera canadense deve sair do Brasil este ano

Ativos no País deverão ser vendidos para grupos indianos até, no máximo, janeiro de 2008

Kelly Lima, da Agência Estado,

04 de outubro de 2007 | 15h44

O gerente-geral da petrolífera canadense EnCana no Brasil, Júlio Moreira, disse nesta quinta-feira, 4, que a empresa deve concluir até o final deste ano, ou no máximo em janeiro de 2008, a venda dos seus ativos no País para os grupos indianos Videocon Industries e Bharat Petroleum. A venda anunciada no início de setembro, por US$ 165 milhões, está ainda dependendo da autorização da Agência Nacional do Petróleo. "Até a conclusão do negócio, a EnCana continua sendo responsável pelas operações dos campos sob sua concessão", disse o executivo em entrevista após participar do "Encontro Regional da América Latina", promovido pela Associação Internacional de Negociadores em Petróleo (AIPN) até amanhã no Rio de Janeiro. Atualmente, a EnCana possui dez blocos no País, todos em fase de exploração, sendo quatro na Bacia de Sergipe/Alagoas, três no Espírito Santo, dois na Bacia de Potiguar e um na Bacia de Campos. Ainda para este ano, a empresa vai perfurar um poço no bloco BMS-24, no Espírito Santo, que detém em parceria com a Petrobras. Segundo Moreira, a decisão de deixar o País foi tomada porque a empresa optou por concentrar sua atividades na exploração de gás natural localizado em reservatórios não convencionais na América do Norte, que é sua especialidade. Hoje, a EnCana é a segunda maior produtora de gás nos Estados Unidos. Devon A Devon informou nesta quinta que deve vender até o final do mês de outubro sua primeira carga de petróleo produzido no Brasil. No total serão embarcados 400 mil barris de óleo, produzidos desde o início das operações da companhia em território nacional, no dia 30 de junho, no campo de Polvo, na Bacia de Campos. Segundo o presidente da empresa no País, Murilo Marroquim, a negociação será fechada com uma trading para exportação do óleo. O campo de Devon, segundo ele, está produzindo em média 40 mil barris por dia e deve chegar a 58 mil no próximo ano, quando deverão ser acionados sete novos poços além dos três que estão hoje em produção. Foram investidos para o desenvolvimento do campo US$ 300 milhões. A Devon, informou o executivo, aguarda para o início de 2009 a chegada ao país de uma sonda encomendada para novas prospecções.

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