Petrolífera francesa não acatará ´condições´ bolivianas

O presidente da companhia petrolífera francesa Total, Thierry Desmarest, afirmou que não aceitará "qualquer tipo de condição" imposta à permanência na Bolívia, após o anúncio do governo de La Paz da nacionalização dos hidrocarbonetos."A Total foi à Bolívia e criou divisas fazendo descobrimentos de gás relativamente importantes, e considera que ainda tem muito o que contribuir colocando essas jazidas em produção", avaliou, em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo diário francês Les Echos.É a primeira vez que o presidente da Total faz comentários sobre a nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada pelo presidente Evo Morales no último dia 1º. A companhia francesa possui participação de 15% em duas jazidas de gás no sudeste da Bolívia, nas áreas de San Antonio e San Alberto, exploradas pela Petrobras.Desmarest assegurou que a Total "espera igualmente que se aclarem as coisas na Venezuela, onde as regras do jogo mudaram em várias ocasiões de forma brutal". "Esperamos que a razão se imponha nos dois casos", completou.O principal responsável da Total declarou que a onda nacionalista observada em alguns países produtores "faz com que os leilões sejam mais complicados", embora tenha afirmado que "felizmente as mudanças unilaterais são poucas" e "ocorrem sobretudo na América Latina".

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