Petrolífera HRT quer listar ações em Toronto e Nova York

Segundo a empresa, iniciativa faz parte do plano de se tornar a maior produtora independente de petróleo do mundo

Luciana Antonello Xavier, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

A HRT Participações quer listar suas ações na Bolsa de Toronto já em 2012 e na Bolsa de Nova York em 2013, disse ontem o executivo-chefe da companhia, Marcio Rocha Mello, que participou de encontro com analistas e investidores estrangeiros. Segundo ele, trata-se de parte da estratégia da empresa de ser, nos próximos cinco anos, a maior produtora independente de petróleo no mundo.

De acordo com Mello, nesses prazos a empresa estará no tamanho ideal para entrar nesses dois mercados de ações. "Além disso, precisamos nos organizar, porque a listagem aqui é extremamente complexa", disse. "Hoje, somos uma companhia de US$ 5 bilhões. Quando alcançarmos entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões, vamos listar em Toronto e, quando chegarmos a US$ 30 bilhões, em Nova York."

No ano passado, a HRT levantou cerca de R$ 2,5 bilhões em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na Bovespa. A HRT possui fatia de 55% em 21 blocos na Bacia do Solimões, no Amazonas, com a Petra Energia controlando os 45% restantes. A HRT também opera cinco blocos no litoral da Namíbia, onde espera iniciar a produção em 2013, e planeja atuar em Angola.

O primeiro poço da companhia, porém, será perfurado mesmo no Brasil, na Bacia do Solimões, já no fim de fevereiro. A companhia deve perfurar de dez a 12 poços em 2011. A meta de Mello é fazer 130 perfurações em cinco anos. O início da produção deve se dar entre maio e junho deste ano, alcançando um total de 2,5 mil a 5 mil barris em 2011.

Para iniciar as atividades, a HRT investiu ao redor de US$ 60 milhões na compra de nove helicópteros e dois aviões, que serão usados na região do Solimões. São cinco helicópteros Sikorsky S61 e quatro modelos Bell 212. Os aviões são do modelo Brasília EMB-320, da Embraer. A previsão da companhia é de que os helicópteros e aviões garantam redução de custos ao redor de 20% "de todas as operações", segundo Mello.

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