Petrolífera russa descarta paralisação da produção

Oficiais de Justiça devem começar a aplicar as ações contra os ativos da Yukos no mais tardar até sexta-feira, de acordo com o diretor financeiro da empresa, Bruce Misamore. Mas, segundo ele, a empresa não pretende paralisar sua produção. Ele negou informações de uma agência de notícia de que a companhia começaria a cortar sua produção em 400 mil barris por dia a partir do fim do mês. Atualmente, a Yukos exporta 1,2 milhão de barris por dia em petróleo cru e refinados.Os oficiais apresentaram uma ação de execução relacionada aos US$ 3,4 bilhões em impostos sonegados pela empresa em 2002, cujo pagamento vence na quinta-feira. Até o momento, no entanto, os oficiais de Justiça e o Ministério da Receita não comunicaram à empresa a disposição de dar um prazo maior para que a Yukos pague suas dívidas."A companhia tem algo entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,4 bilhão em posição cash em seu balanço patrimonial no momento, menos do que a metade necessária para cobrir o pagamento dos impostos atrasados", disse Misamore. O executivo afirmou que a companhia continua operando dentro da possível normalidade. Redução de custosSegundo ele, todas as despesas com o embargue de petróleo da Yukos foram pagas até o final de julho, mas não para depois dessa data. A principal transportadora dos produtos da empresa é a Transneft, uma operadora de oleodutos pertencente ao governo.Ao mesmo tempo, Misamore afirmou que a Yukos está fazendo todos os gastos de capital necessários para atingir a meta de produção fixada para esse ano. No entanto, o executivo disse que ordenou a interrupção dos pagamentos de gastos discricionários, aqueles que não são necessários para manter a produção. Misamore garantiu que a companhia está pagando seus empréstimos, entre eles uma parcela de US$ 366 milhões de um empréstimo de US$ 2,6 bilhões tomado para financiar a compra da Sibirskaya Nefyanaya Kompaniya (Sibneft). Cerca de US$ 183 milhões, ou metade da parcela honrada, retornou para os 10 bancos ocidentais que fizeram a notificação de que a empresa entrou em default (calote) de um empréstimo de US$ 1 bilhão, que é securitizado pelas exportações da Yukos. Misamore disse que se reuniu com esses bancos credores, que mostraram apoio à empresa. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.