Petroquímica do Sudeste é batizada de Quattor

Dez meses depois da aquisição da Suzano Petroquímica, a Petrobras e a Unipar anunciam hoje o lançamento da Quattor, a nova empresa que congregará os ativos das três companhias. O nome da empresa, definido a partir do termo latim que dá origem à etimologia do numeral quatro, parte dos elementos da natureza (terra, água, fogo e ar). A nova petroquímica, que vinha sendo chamada provisoriamente de Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), terá como presidente o executivo Vitor Mallmann, que responde hoje pela vice-presidência e pela diretoria de relação com investidores da Unipar.O conselho de administração será composto por nove membros, sendo seis da Unipar e três da Petrobras. Além da presidência, a estrutura organizacional da companhia contará com três vice-presidências voltadas a produtos do setor petroquímico e mais duas diretorias, uma administrativa-financeira e outra de desenvolvimento. Esta última deve ser ocupada por Carlos Alberto Fontes, ex-executivo da Petrobras Energia (Argentina). O anúncio da estruturação da nova empresa será feito no Rio e contará com a presença do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.CompetiçãoComposta pela Nova Petroquímica (ex-Suzano), Petroquímica União (PQU), Rio Polímeros, Polietilenos União e a divisão química da Unipar, a nova companhia já chega ao mercado com pretensões de ameaçar a hegemonia da líder Braskem. Apesar de a concorrente possuir participação superior a 50% de mercado no segmento de resinas termoplásticas (polietileno, polipropileno e PVC), a nova empresa iniciará suas operações com projetos de expansão em andamento e objetivo de buscar uma posição de relevância também no mercado internacional.Ainda este ano, a empresa ampliará sua capacidade de produção de polietileno (PE) e polipropileno (PP), em decorrência das expansões da Polietilenos União e da Nova Petroquímica. Além disso, a Quattor será uma das empresas que aportarão recursos no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), projeto que demandará US$ 8,4 bilhões em investimentos e utilizará óleo pesado nacional para a fabricação de produtos petroquímicos. Para viabilizar os investimentos no Comperj e em outros projetos, a nova companhia poderá recorrer à Bolsa de Valores de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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