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Petroquímicas buscam alternativa ao petróleo

A Dow não é a única petroquímica no Brasil a rumar para a alcoolquímica. A Braskem já anunciou um plano semelhante. No caso da Braskem, o objetivo será a produção de uma variedade de polietileno diferente do que fará a Dow. O mercado brasileiro de polietilenos será este ano de 2 milhões de toneladas. A Dow é líder no nicho de baixa densidade, com 30% de participação. Segundo Diego Donoso, diretor-comercial da Dow, a demanda desse tipo de resina subirá de 700 mil toneladas por ano hoje para 1 milhão em 2011. ''''Queremos ter os mesmos 30% de mercado lá adiante'''', disse Donoso.A Suzano Petroquímica também já avaliou a possibilidade de investir em projetos alcoolquímicos. Grande parte desses estudos foram fomentados pela União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica).A alcoolquímica é uma nova alternativa de negócios para o setor. Da cana, pode se produzir açúcar, álcool carburante e industrial, bioeletricidade (com o aproveitamento do bagaço) e agora matéria-prima petroquímica. A concorrência pela cana tende a crescer, daí a decisão da Dow de formar uma subsidiária para operar em toda a cadeia. ''''É uma forma de ter garantia do fornecimento e estabilidade de preços da matéria-prima, algo que não existe ainda no mercado do petróleo e mesmo no de álcool combustível'''', explica Donoso.

O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

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