Petros busca parceiros estrangeiros para investir

A Petros, fundo de pensão dos empregados da Petrobrás, espera anunciar ainda este ano a primeira "dobradinha" com investidores estrangeiros em projetos de infraestrutura e do pré-sal. "Já temos algumas conversas na área de portos e aeroportos", revelou ao jornal O Estado de S.Paulo o presidente da fundação, Luís Carlos Fernandes Afonso. "O interesse pelo pré-sal também é indiscutível."

AE, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2011 | 09h37

Segundo ele, o fundo de pensão vem costurando essas parcerias, de olho no apoio financeiro que os estrangeiros podem dar na formatação de grandes projetos. "Há muito recurso lá fora e muito interesse em investir no País." Para Afonso, a própria necessidade do Brasil por maiores investimentos em infraestrutura estimula essa dobradinha.

"Serão necessárias equações financeiras mais complexas. Isso envolve a participação do BNDES, como papel de banco fomentador, do capital privado, mas, também a busca por dinheiro de fora." E completou: "Esse é o elo que está faltando".

Com R$ 55,6 bilhões sob gestão, a Petros, segundo o executivo, vem amadurecendo nos últimos anos na direção de parcerias com estrangeiros. Antes, lembra, os fundos de pensão se ancoravam na rentabilidade oferecida pelas altas taxas de juros e, por isso, não precisavam buscar outros tipos de investimentos. "Temos de nos acostumar que, agora, bater meta atuarial vai ser feito com muito suor", disse. Em 2010, a Petros registrou um superávit de R$ 3,871 bilhões, com rentabilidade de 16,65% em seus investimentos, acima dos 11,92% exigidos pela meta atuarial.

Segundo ele, a migração de parte dos investimentos em renda fixa para projetos mais arriscados, que ofereçam uma rentabilidade maior, é uma tendência na Petros. Entretanto, o executivo alerta que o movimento será feito com cuidado. "Isso não se faz do dia para a noite. Costumo dizer que somos um transatlântico, por isso, temos de fazer esse movimento com toda a cautela e segurança que um grande investidor precisa ter", explicou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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