Petros critica autuação da SPC

O presidente da Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás), Carlos Flory, protestou ontem contra a forma como foi divulgada a autuação feita pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC) a oito fundos de pensão, entre eles Petros, Valia (Vale) e Centrus (Banco Central). Ele disse ter tomado conhecimento da punição pela imprensa e que vai recorrer da multa, cujo valor ainda não foi divulgado. Segundo informação veiculada quarta-feira, as fundações foram autuadas por não estarem enquadradas nos limites de investimentos previstos na legislação. Pelo que determina a legislação do Conselho Monetário Nacional (CMN), as fundações podem ter, no máximo, 20% da série de aplicações em valores mobiliários de uma única companhia. A Petros, ao contrário do que determina a lei, tem 87,5% da série de aplicações no Natal Shopping Center, 100% da La Fonte Empreendimentos de Shopping Centers e 100% da Gulfshopping. Essas aplicações são constituídas de debêntures sem prazo de vencimento.A Petros estaria desenquadrada em três investimentos imobiliários. Pelo que determina a legislação baixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), as fundações podem ter, no máximo, 20% da série de aplicações em valores mobiliários de uma única companhia. A Petros, ao contrário do que determina a lei, tem 87,5% da série de aplicações no Natal Shopping Center, 100% da La Fonte Empreendimentos de Shopping Centers e 100% da Gulfshopping. Essas aplicações são constituídas de debêntures sem prazo de vencimento.Segundo explicou Flory, são investimentos antigos, feitos antes das exigências da legislação. Ele disse que a própria Petros tem interesse em sair de alguns investimentos, mas "não na bacia das almas", ou seja, o processo ocorrerá de uma forma estudada e sem pressa.

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