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Petz estreia na Bolsa com cachorro na cerimônia virtual e ações em alta

Varejista de produtos para animais de estimação fez o maior IPO do ano na B3, com valor de R$ 3 bilhões; demanda superou a oferta em seis vezes, segundo fontes

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 12h07

Primeira varejista especializada em produtos para animais de estimação na Bolsa, a Petz chegou nesta sexta-feira, 11, à B3 depois de realizar a maior oferta inicial de ações deste ano no País, que somou R$ 3,03 bilhões. Na cerimônia virtual de comemoração da estreia, o protagonista foi o cachorro Wolke. A ação abriu o pregão com alta de 3,85% e chegou a subir 9%.

O setor do varejo vem se destacando no volume de captação na Bolsa de Valores neste ano. A fila é grande para novas operações. Devem estrear nas próximas semanas o Grupo Mateus, as Lojas Le Biscuit e a Havan, dentre outras.

"Prometo honrar as melhores histórias do varejo brasileiro, com governança corporativa e que entrega os desafios", disse no evento o presidente e fundador da Petz, Sergio Zimerman. Com a oferta, ele volta a ser o maior acionista da empresa, com 35% de participação. Grande parte da oferta foi para o fundo de private equity norte-americano Warburg Pincus, que deixou o controle da companhia para ser sócio minoritário, com 5% do capital.

Os R$ 336,7 milhões que vão para o caixa da empresa com a oferta serão destinados para a abertura de lojas e de hospitais veterinários e tecnologia digital. Hoje, a empresa tem 110 lojas, em 13 Estados.

A demanda superou a oferta em seis vezes, segundo fontes. Mesmo assim, a ação não ficou no topo da faixa, com investidores acreditando que os múltiplos de venda estavam elevados. A empresa foi apresentada como uma espécie de Magazine Luiza, dada sua forte presença online, e com uma pegada de consolidação, tal qual a história da Raia Drogasil, disse uma fonte.

No primeiro semestre, o lucro líquido da Petz foi de R$ 22,1 milhões, ante R$ 3,1 milhões em igual intervalo do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ainda na primeira metade de 2020, foi de R$ 123,6 milhões, contra R$ 77,6 milhões um ano antes. Já a receita líquida subiu 36% em um ano, para R$ 617,3 milhões de janeiro a junho.

 Os bancos coordenadores da oferta foram o Itaú BBA, Bank of America, Santander, JPMorgan e BTG Pactual.

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