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Peugeot Citroën concentrará produção de compactos para a AL no Brasil

Decisão abre chance de um novo 207 ser fabricado no País; Argentina ficará responsável por toda a fabricação de veículos médios da região

Glauber Gonçalves, da Agência Estado,

16 de fevereiro de 2011 | 13h48

A PSA Peugeot Citroën anunciou na terça-feira, 15, que a partir de 2014 migrará toda a sua produção de veículos médios na América Latina para a Argentina e centrará a fabricação de compactos no Brasil. Com isso, o presidente do grupo para o Brasil e a América Latina, Carlos Gomes, acenou com a possibilidade de uma nova versão do Peugeot 207, hoje produzido no vizinho do Mercosul, passar a ser fabricada no País.

Segundo o executivo, a medida visa aumentar a eficiência das unidades e criar melhores condições de negociação com fornecedores. "Com mais plataformas, a complexidade industrial aumenta e a qualidade não é tão boa, porque há mais processos industriais envolvidas", explica.

A definição de que tipo de veículos será produzido em cada país levou em conta as especificidades de cada mercado. "O segmento B pesa 72% no Brasil. É aqui que está o mercado dos carros compactos", afirma. Por outro lado, diz o executivo, na Argentina o mercado dos segmentos médios é maior. Hoje a empresa fabrica sete modelos no país vizinho, dos quais dois são compactos. No Brasil, apenas um dos oito modelos é médio.

Detentora de uma fatia de 5,2% do mercado brasileiro e de 5,4% do latino-americano, o grupo pretende chegar a uma participação de 7,5% na região em 2014.

A empresa já aprovou o aumento da capacidade da planta de Porto Real, no interior do Rio, de 150 mil para 220 mil veículos por ano a partir de fevereiro de 2012. No ano passado, foram produzidos 140 mil veículos, um aumento de 26% ante 2010. O plano de investimentos 2010-2012 prevê € 700 milhões para a América Latina.

A partir daí, o planejamento ainda está em aberto. Embora a planta fluminense possa ser expandida até 300 mil veículos por ano, vai ter que disputar um novo investimento em ampliação com a unidade argentina. A empresa vai definir até setembro onde os recursos serão aportados.

 

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