PF entra na investigação sobre a Parmalat

A Polícia Federal entrou oficialmente nas investigações do caso Parmalat, ao abrir um inquérito para apurar os indícios de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos ao exterior. A informação foi dada hoje pelo senador Romeu Tuma (PFL-SP), membro da CPI do Banestado. "Não podemos ficar a reboque das investigações no exterior", afirmou. "Quando os especialistas italianos chegarem aqui, é bom que já tenhamos informações apuradas."Tuma havia pedido ontem ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, que iniciasse as investigações com base em indícios levantados pela CPI do Banestado. "Há indícios fortes de fraude", comentou Tuma. "Se o dinheiro foi mandado via CC-5 e via Banestado, qual é a razão disso?", questionou. "Isso levanta forte suspeitas de irregularidade." Relações com o PalmeirasAs relações entre a Parmalat e o clube de futebol Palmeiras devem ser investigadas, disse Romeu Tuma. "Não que os diretores do Palmeiras sejam suspeitos, mas a relação precisa ser investigada", comentou. Uma das empresas do grupo, a Carital, apontada pelo contador italiano do grupo como um dos destinos do "tesouro" desviado da empresa, atua com publicidade e merchandising em times de futebol, entre eles o Palmeiras. Segundo Tuma, os técnicos CPI do Banestado estão levantando quanto a Parmalat, a Carital e outra subsidiária, a Wishaw, enviaram ao exterior via CC-5. O senador disse que pediu também ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central que levantem informações sobre o envio de R$ 190 milhões pela Parmalat do Brasil para ajudar a sede na Itália. "Fizeram isso e milhares de pequenos fornecedores da empresa ficaram sem receber seus pagamentos. Acho que o governo precisa interferir nisso", comentou o senador. De acordo com Tuma, a Receita Federal também está investigando as empresas do grupo Parmalat. Todas as informações de remessas via CC-5 levantadas pela CPI do Banestado já estão em poder dos fiscais.

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