PF faz busca e apreensão em Casas Pernambucanas

Agentes da Polícia Federal cumpriram nesta quarta-feira mandados de busca e apreensão em 36 lojas, um depósito e um escritório de compras das Casas Pernambucanas em 27 cidades de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Da ação, batizada de "Operação Íon", participaram 180 policiais federais e 40 fiscais da Receita Federal.Os agentes apreenderam carregadores de pilhas, que foram importados irregularmente e eram comercializados pela rede de lojas. Também foram apreendidos outros produtos, como jogos de panela e eletrônicos, suspeitos de terem sido trazidos ao Brasil por crime de descaminho.Os carregadores foram vendidos às Pernambucanas pelas empresas Gepos Material de Escritório e de Informática e Master Media Papelaria e Suprimentos, ambas de São Paulo, que não tinham autorização para fazer importação, usavam endereços falsos e tinham laranjas na composição societária.Entre os 42 mandados de busca e apreensão - a maioria em cidades do interior de São Paulo -, quatro deles foram realizados em casas de quatro sócios das empresas importadoras. Um dos sócios foi preso portando uma arma com numeração raspada.Descoberta da operaçãoA descoberta da importação ilegal aconteceu na delegacia da PF em Jales, interior de São Paulo. Segundo o delegado Rogério Giampaoli, responsável pelo inquérito aberto para apurar crime de descaminho e sonegação de impostos, ao comprar os carregadores, os agentes da PF observaram que na embalagem não havia inscrições em português sobre uso, preço ou características do produto.Ao checar o CGC, os agentes descobriram que as empresas não tinham autorização para importar e depois constataram que as importadoras usavam endereços falsos.Segundo Giampaoli, a PF estranhou as compras feitas pelas Pernambucanas terem sido feitas diretamente com as duas importadoras, quando o normal seria por distribuidor ou revenda."Outra questão se refere a notas fiscais e outros procedimentos que estão sendo checados", comentou o delegado. Segundo ele, a PF também vai apurar se a rede de lojas agiu de má-fé ao fazer as compras e se houve tentativa de sonegação de impostos. Além disso, a PF está apurando se outros produtos da rede foram adquiridos pelo mesmo esquema fraudulento.

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