Wilton Júnior / Estadão Conteúdo
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PF instaurou 54 inquéritos para apurar práticas de locaute

Maioria dos suspeitos já foi intimada e prestou depoimento à Justiça; prática ocorre quando paralisação tem iniciativa ou apoio das empresas

Julia Lindner, Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2018 | 15h07
Atualizado 30 Maio 2018 | 20h45

A Polícia Federal instaurou 54 inquéritos até o momento para apurar a prática ilegal de locaute, quando a paralisação dos funcionários tem iniciativa ou apoio das empresas. Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a maioria dos suspeitos já foi intimada e prestou depoimento à Justiça.

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Na tarde desta quarta-feira, 30, foram incluídas pela PF investigações contra atos de sabotagem em ferrovias e duas torres de transmissão. Na semana passada, o ministro disse que não são apenas os suspeitos que estão sendo convocados para prestar depoimentos, mas também representantes de todas as grandes empresas de transportes terão que prestar esclarecimentos.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, afirmou que, desde o início da greve, o governo adotou todas as medidas possíveis e fez um "trabalho muito forte em cima daquelas empresas transportadoras, inclusive com base nessas informações de que empresas vinham incentivando a greve".

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Ontem, a advogada-geral encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) dados de 96 empresas transportadoras que descumpriram decisão judicial e não desocuparam vias afetadas pela paralisação dos caminhoneiros. Somados, os valores cobrados em multas judiciais chegam a R$ 141,4 milhões. Ela afirmou que este foi o "primeiro lote" de empresas e que o número deve aumentar nos próximos dias.

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