PF interroga clientes do escritório do Credit Suisse

A Polícia Federal ouviu hoje três clientes do escritório de representação do banco Credit Suisse no Brasil. Seis funcionários serão interrogados na quarta-feira. Todos os documentos apreendidos no escritório, há duas semanas, são analisados. Os computadores que estavam no local também passam por perícia. Este processo deve demorar, de acordo com a própria PF, três semanas. Na madrugada de sábado, o suíço Peter Schaffner, responsável pelas atividades do escritório na capital paulista, deixou a cadeia da PF em São Paulo, onde passou dez dias. Seu interrogatório durou mais de três horas, tendo início na noite de Sexta-feira. A investigação da PF é para descobrir supostos envolvidos em lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha por meio dos serviços oferecidos pelo escritório, que atuava no sistema private banking, ou seja, administração de fortunas. O Estado apurou que políticos estão entre os clientes da instituição, ligada diretamente a matriz do banco em Zurique. Desde dezembro do ano passado a polícia investiga o banco. Horas de escuta telefônica, autorizadas pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal, especializada em crimes financeiros, fizeram a PF desencadear a Operação Suíça. Além do escritório, foram feitas apreensões em duas residências. Os passaportes de Schaffner e de outros gerentes do escritório que também são suíços - quatro segundo a PF - também foram apreendidos.

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