PF já prendeu 10 em operação na Assembléia/AL

Pelo menos 10 pessoas já foram presas na manhã de hoje durante a "Operação Taturana", realizada pela Polícia Federal no Estado de Alagoas. O objetivo da ação é dissolver uma organização criminosa instalada na Assembléia Legislativa do Estado que, nos últimos cinco anos, desviou da Assembléia cerca de R$ 200 milhões.Segundo a PF, a quadrilha se apropriava de recursos da casa através de sua folha de pagamentos, com a inclusão de funcionários fantasmas e laranjas. Em outra modalidade de fraude, os envolvidos declaravam à Receita Federal retenções de Imposto de Renda em valores superiores aos efetivamente retidos. Dessa forma, os criminosos ainda se beneficiavam das restituições de Imposto de Renda promovidas pela Receita Federal aos falsos funcionários.O presidente da Assembléia de Alagoas, deputado Antonio Albuquerque (DEM), ainda não se manifestou à respeito da operação, mas há informações de que foram realizadas buscas e apreensões em sua cidade natal Limoeiro de Anadia, no agreste alagoano. Os 370 policiais federais cumprem 79 mandados de busca e apreensão e pelo menos 30 mandados de prisão autorizados pela Desembargadora Federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Os presos, entre eles políticos e funcionários da Assembléia e assessores de deputados, estão sendo conduzidos para a superintendência da PF em Maceió onde serão ouvidos. Entre os presos estariam o ex-governador do Estado Manoel Gomes de Barros cujo filho é o deputado estadual Nelito Gomes de Barros (PMN).A polícia Federal investigou a quadrilha durante um ano e seis meses e contou com a colaboração da Receita Federal, Banco Central, COAF e Ministério Público Federal. O nome Taturana é uma referência à lagarta que come folhas sem parar durante sua existência.

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