PF pede quebra de sigilo de 2 empresas em Manaus

A Polícia Federal do Amazonas está solicitando a quebra do sigilo bancário de outras duas empresas da Zona Franca de Manaus, que também podem estar envolvidas em esquema de contrabando. Os pedidos fazem parte de mais dois inquéritos que apuram o esquema e que já envolve a empresa de componentes DM Eletrônica, cujos responsáveis já foram indiciados e devem responder a inquérito por formação de quadrilha e contrabando. Os nomes das empresas que terão sigilo quebrado não foram revelados, mas informações não confirmadas pelo superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Carlos Lacerda Jr., dão conta de que uma delas é a CCE da Amazônia, cujo presidente, Isaac Sverner, e os diretores Daniel Lewin, Fisel Perl e José Radomysler figuram como os principais acionistas da DM Eletrônica.Durante a operação de fiscalização feita pela Polícia e Receita Federal foram encontradas caixas com mercadoria contrabandeadas - com a marca da CCE gravada - nos contêineres da DM Eletrônica abertos no dia 22 de janeiro. Nestes contêineres apreendidos, foram encontrados produtos acabados como rádio-gravadores e microsystems, todos importados como se fossem insumos para a industrialização.Já a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal no Amazonas sobre o envolvimento da DM Eletrônica no caso e que seria julgada pela 4ª Vara da Justiça Federal, em Manaus, foi encaminhada para a 12ª Vara, em Brasília, que tem como titular o juiz Marcos Vinícius Reis. É que o juiz da 4ª Vara, Jimis da Costa Braga, está de férias. Dos 800 contêineres que caíram na malha fina da fiscalização que vem sendo realizada desde o dia 22 de janeiro, 650 já foram liberados. Nesta época do ano, uma média de 60 a 80 empresas recebem diariamente insumos importados através do Porto de Manaus.

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